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14.7.06

Os Petro-Para-Sitas


Menos ais
Queremos mais
Crêmos mais
Queremos mui-to mais
..................

13.7.06

Cara Sardanisca

Já que me pedes, vou deixar falar mal de tudo e de todos.
O Hitler era um gajo porreiro.
Os israelitas (vulgo judeus) são amorosos.
O George Bush é altruísta.
As tias de Cascais afirmam-se pela superior inteligência.
O Duarte Silva é um homem culto.
A religião é uma coisa bela e necessária.
E etc.
E foda-se, como diria o Cínico, o nosso mais lacónico comentador.
E eu sou um pobre demente mental, um anarquista do caralho, um terrorista de merda que devia estar em Guantánamo.
Espero que esta última conclusão seja do teu agrado...

Pergunta aos residentes no município da Figueira da Foz

Definitivamente, está na moda as câmaras municipais amordaçarem os órgãos de comunicação social dos respectivos territórios, sob a forma subsidiária da "publicidade institucional"...
Também se passa o mesmo na Figueira da Foz?

O império do mal.

Limas, margaridas e merdas afins

Ao mesmo tempo que pedi à D. Arminda a costumeira litrada de bagaço, abri a revista (Notícias Magazine, “servida” aos domingos pelos jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias) que estava em cima da mesa onde me sentei.
E a coisa prometia: “um actor que se transformou num produtor teatral de sucesso e uma estrela pop dos livros”.
Tratava-se, no primeiro caso, de um tal de Pedro Lima, de quem nunca tinha ouvido falar. Pelo que me é dado a ler, o homem deve ser sobredotado, pois dele se diz que “conseguiu afastar a imagem de poster boy”. Os meus parabéns, portanto.
A “estrela pop dos livros”, como não podia deixar de ser, era a Margarida Rebelo Pinto, "escritora" que me faz lembrar uma empresa de assentamento de tijolo ao metro.
A entrevista – a dois – é digna de ser lida na íntegra. Contudo, para poupar trabalho àqueles que fazem o favor de ler este Blog, passo a anotar os momentos que se me afiguram mais importantes:
Dirigindo-se ao Pedro Lima (adiante designado PL), diz a Margarida Rebelo Pinto (MRP):
- “Tu és como eu: trabalhas muito! Fazes várias coisas ao mesmo tempo. Estamos sempre a inventar trabalho. Vejo-te sempre muito activo”.
Pondo de parte esta semântica de engate, deve assinalar-se que estamos a falar de pessoas com preocupações sociais. Eles até inventam trabalho, vejam lá vocês…
E se acham que exagerei quanto ao engate, atentem na resposta do PL:
- “Pois… quando digo sim a uma coisa empenho-me ao máximo e gasto todas as minhas energias até cair para o lado. Desconheço se isto tem a ver com algum desejo de não falhar… Isto não quer dizer que não desista – já estive várias vezes perto de desistir”.
Ainda bem que as criancinhas de hoje prescindem da leitura…
Não quer isto dizer que a MRP e o PL se tenham enrolado durante a entrevista. Antes pelo contrário, este último deixou bem claro que não tem vagar para essas coisas:
- “Já dei por mim a trabalhar das oito à uma da manhã. Quando estou acordado estou sempre a trabalhar e naquela meia hora que tenho para a família já estou de rastos”.
Por esse andar, Sr. PL, a sua esposa ainda recorre ao mercado externo…
Mais adiante, a MRP informa-nos:
- “Eu vivo para escrever, sempre vivi e sempre hei-de viver. A verdade é que sou muito organizada. Antes de mais nada só escrevo com luz do dia. Nunca acendi um candeeiro para escrever um texto. Não sei o que isso é… à noite entro num outro registo, é como se mudasse de estação de rádio. Também nunca escrevo nas férias nem aos fins-de-semana, ando é sempre com caderninhos para tirar notas”.
Fico perplexo! Não escreve à noite, nem aos fins-de-semana ou sequer em férias… Assim sendo, como é que a mulher arranja tempo para escrever tantas banalidades?! Cá para mim, isso de mudar de registo à noite tem muito que se lhe diga…
Mas o melhor está para vir… Questionada sobre a eventual pressão do público, MRP é taxativa:
- “Eu tenho uma óptima barreira: em qualquer lado sou sempre a escritora, mesmo perante a menina da caixa do hipermercado”.
A MRP considera-se uma escritora! E depois eu é que sou drogado e bêbado…
Mais, a MRP considera a “menina da caixa” uma potencial compradora dos seus livros. A comparação não deixa dúvidas: de um lado a grande escritora e de outro a plebeia literária…
Se alguns utilizam a “empregada da limpeza”, o “taxista” ou mais modernamente o “Xavier”, a MRP recorre à “menina da caixa”, coitada, que se calhar até lê (já que falamos de escritoras) Agustina Bessa Luís, essa mulher fútil e analfabeta, que não vende sequer metade dos livros da Margarida.
Confessa ainda a auto-proclamada escritora:
- “Quando comecei a publicar recebia sempre umas cartas de uns senhores que achavam que eram os homens da minha vida. Tipos com quarenta anos, jipe, um labrador e um monte no Alentejo – só clichés. Curiosamente, depois desapareceram”.
Então, Margarida, tendo em conta a literatura que produzes, que esperavas dos teus admiradores senão clichés?!
Mal por mal, preferiria ler o que a mulher escreve do que “comê-la”. Contudo, partindo do princípio de que os gostos não se discutem, deixo aqui um conselho aos quarentões com jipe, labrador e monte no Alentejo: se estão verdadeiramente interessados em deitar-se com a coirona… vejam “O Sexo e a Cidade” (seja lá isso o que for), pois a tipa garante:
- “Quando conheço um homem que não goste de O Sexo e a Cidade deixo de falar com ele”.
Foda-se! Como é que alguém que acaba de conhecer alguém “deixa de falar” com esse alguém? Isto é muita literatura, caralho… E mais a mais desiludam-se, quarentões do jipe. Cheira-me que a rapariga gosta mais de berbigão do que de macho…
- “Nem percebo muito bem quando têm inveja de mim – apenas sinto que existem umas ondas e uns fenómenos… Enfim, ligo pouco”, assevera-nos a prolixa escritora.
Porra, que deve ser gente muito desgraçadinha da vida! Nunca me passou pela cabeça que alguém pudesse invejar a mulher. Acho mesmo que o Estado, sempre pronto a acudir aos desfavorecidos sociais, deveria pensar também nos desfavorecidos da cabecinha!
A gaja insinua invejosos mas não avança nomes. Será o Fernando Pessoa, o Eça de Queirós, o Aquilino Ribeiro, o próprio Camões? Se calhar são estes todos, pois nunca fiando em mortos que permanecem vivos naquilo que escreveram, ao contrário da Margarida que, até ver, vai vivendo da mortificação da literatura…
E para terminar em beleza, uma tirada verdadeiramente “lilicaneciana”. Diz MRP ao PL:
“Somos os dois pessoas absolutamente normais e gostamos os dois da normalidade. Gostamos também de ir passear com os cães e até andamos imenso de metro. Eu até vou à Feira de Carcavelos!”.
Vejam lá que a rapariga é tão normal que até vai à feira de Carcavelos! E o “até”, parece indiciar que a dita cuja não tem as feiras em grande conta… Mas negócio é negócio. Provavelmente, é nas feiras que se vendem mais os livros que ela caga…
Margarida: ainda tenho esperança de que ganhes o Prémio Nobel da Literatura, entregue pelo Toni Carreira na feira dos três, na Ferreira, e na presença do Pacheco Pereira, que se encarregará de dizer que o José Saramago não sabe escrever, por causa da mão esquerda. O Vasco Graça Moura também lá estará, para defender que a literatura só é possível se escrita com o braço direito.
E se não chegar, a gente chama o Luís Delgado. Ao que parece, não há quem faça melhores minetes. É preciso é que te venhas pelo lado direito!
É nisto que dá falar sobre literatura…

12.7.06

Para observarem e descontrairem... espero que gostem...

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a mensagem.

Rir, chorar ou fugir....???????



Propaganda da ignorância

Lembram-se de vos ter falado das asneiras que na Internet se lêem sobre a "história" de Alhadas, como é o caso do "Figueira.net" e da "Wikipedia"?
Então não é que um suposto alhadense se lembrou de prantar tais "coboiadas" num blog, que refere ser o "verdadeiro Blog da Freguesia das Alhadas"?!
Pelo exposto, não aconselho a visita ao tal blog (alhadas.blogspot.com). A não ser, como é óbvio, que se esteja interessado em informação que não presta...
Mas se o conteúdo é de grau zero, o "bloguista" de serviço deixa o aviso: "imitações rascas de ditos alhadenses mantenham-se longe".
Cuidado com eles...

Para acordar o pessoal... Guerra no matagal.

Bola 4

Escreve um tal de Rui Santos, no Correio da Manhã do passado dia 9:
“Se houvesse um referendo entre a liderança de Sócrates e a de Scolari, os portugueses votariam Scolari. É assim a subcultura de um povo que vê nas vitórias da Selecção o conforto para o estômago”.
O Sr. Santos considera, pois, que os portugueses são uns calhaus que não distinguem o futebol da política, áreas que aliás se interpenetram e complementam.
Permita que lhe diga, Sr. Santos, que tal raciocínio se parece basear mais no estômago do que na cabeça.
Foda-se! Quem ler V. Ex.ª ainda há-de acreditar que o Sócrates é um homem de cultura…
Ao menos no futebol, quando os resultados não surgem recorre-se à celebrada chicotada psicológica, normalmente por pressão dos adeptos da “subcultura” de que fala o Santos.
Ao nível da política, pelo contrário, quem leva as chicotadas são os adeptos. Os treinadores limitam-se a fazer substituições quando as coisas não correm bem. E se aqueles são fraquinhos, os jogadores, titulares e substitutos, não jogam a puta de um corno e ainda por cima faltam regularmente aos treinos, quando não aos jogos (o José Peseiro devia dar um excelente primeiro-ministro!).
E o pior é que, por este andar, os políticos reformar-se-ão mais cedo ainda do que os futebolistas…
Os adeptos e sócios (à força) do Clube República, esses subcultos de que fala o Santos, que gozem a reforma quando morrerem…
Pois, pá, o país não avança porque os trabalhadores são uns malandros!
Não fossem os políticos e os futebolistas…

Bola 3

Neste caso é mais… não bater bem da bola.
Então os D’zert ousam comparar-se aos GNR ou aos Xutos?! Se não for Nossa Senhora de Fátima, de quem se diz acudir aos pobres espíritos deste mundo, quem poderá valer a estas pobres crianças?

Bola 2

Ao contrário do Zidane, o Luís Figo não soube acabar a carreira (na selecção) em beleza.
Então não é que no final do jogo (que “perdemos”) com a Alemanha, o gajo saiu de campo abraçado ao guarda-redes dos adversários, aplaudido pelo estádio inteiro. Que falta de categoria!
Talvez por isso, chegado a Portugal ainda afectado pela triste figura, ofereceu-se para baterista dos D’zert, os tais que já afirmaram querer chegar ao 25 anos de existência, como os GNR e os Xutos…

Bola 1

À primeira vista parece boxe. O adversário vai ao tapete após umas valentes murraças aplicadas com a direita, como indicia o punho ligado do vencedor. Nada mais errado, pois a foto abaixo capta a última jogada da carreira de Zinedine Zidane, fabuloso jogador de futebol.
Entre outros recursos de altíssimo nível técnico, o homem sempre nos habituou a simulações verdadeiramente espantosas, mas esta, meus senhores, foi perfeita, com o adversário a cair de costas. Nem o Chalana, pá!
Tomariam os jogadores portugueses, esses batoteiros violentos que são a vergonha do mundo futebolístico…

11.7.06

Para animar o pessoal... andam aqui umas guerras...

Uma mulher está na cama com o seu amante. Em plena acção, um barulho na fechadura da porta assusta-os.


Como todos sabem, os apartamentos modernos não tem espaço debaixo da cama, o beiral é ridículo e a varanda inexistente. Para piorar, ela mora no 12º andar. Ela volta-se para o amante e sem se abalar, diz:

- Fica aí, de pé, imóvel e não digas nada!

O marido chega:

- Surpreendida, querida? O meu voo foi antecipado, acabei a reunião mais cedo.

Entretanto ele vê o tipo pelado, em pé no quarto, pergunta:

- O que é isto?

A mulher:

- Acabei de recebê-lo, é o meu robô-escravo sexual "powered by Microsoft".
Ainda tem carinha de Bill Gates, não achas? Como estás sempre a viajar, em reuniões... etc., nunca sei o que fazes quando estás sozinho no quarto do hotel...
Sabes, este robô é como um vibrador, em tamanho grande. Não preferirias que eu fizesse amor com o bombeiro ou o vizinho, né ?!

O marido:

- Deixa isso de lado, estou com uma vontade louca de ......

Ela, que já se tinha esgotado no amante, responde:

- Oh querido, não, estou com uma tremenda dor de cabeça...

- Droga, é sempre assim...! Bom, estou com fome também. Preparas-me qualquer coisa para comer, por favor?


-Claro, querido!!! Diz ela e sai.


Entretanto, olhando para o robô, ele pensa: "O que é bom para ela é bom para mim..." Já com as calças em baixo, ele decide "enquadrar" o amante azarado!

Neste momento uma voz metálica diz:

- Er-ro de sis-tema , en-tra-da re-ser-va-da USB.
- Robô filho da mãe! - diz o marido louco de raiva e já colocando-o sobre os ombros para o atirar janela fora... O amante apavorado, envia nova mensagem:

- Win-dows XP re-i-ni-cia-li-za-do. Quei-ra ten-tar no-va-men-te...!

Assim vai este país...

Como prémio pela participação no Mundial, cada jogador nacional vai receber a módica quantia de 50 mil euros.
Segundo acabo de ler, a Federação Portuguesa de Futebol quer que essa massa seja isenta de IRS, uma vez que a selecção contribuiu para a "divulgação e prestígio" do país.
E um das Caldas, não querem?

Resposta final ao Brutus (de brotoeja?)

Bronco:
É a última vez que perco tempo contigo, pois não estou aqui para alimentar polémicas com “comentadores”.
Devo no entanto sublinhar que, se alguém partiu para o insulto pessoal foste tu, na tua primeira intervenção. E eu, quando me insultam gosto de responder no mínimo em triplicado. Aliás, só volto a referir-me a ti porque arrotaste, no teu português macarrónico, umas observações que merecem ser reflectidas.
Dizes tu: “se fumasses menos deixavas de andar com esses olhos todos fodidos”. Diz-me lá, cromo, onde foste buscar tal ideia? A esta gostava que me respondesses…
E quando referes, a propósito das ‘cabeçadas’, que isso “é só por detrás do monitor” (provavelmente querias dizer “por trás”… mas já vi que a língua portuguesa não é o teu forte), devo informar-te que terei todo o prazer em repetir pessoalmente as afirmações que fiz. Se quiseres identificar-te, envia um e-mail para sisnando@sapo.pt. Eu na volta identifico-me e a gente pode conversar melhor sobre o assunto. Estás à vontade…
E terminas a resposta ao meu texto, razão pela qual estou a escrever estas linhas, dizendo:
“Continuo a postar enquanto o entender, enquanto continuar a ler posts relativos a uma vila, boa ou má à qual não mostram qualquer respeito. Isso de dizer o que se quer e apetece na Internet é muito lindo, não percebo é porque de não quererem dar a cara. / Se o meu português é mau isso já é comigo, não queres ler tens bom remédio para além que podes sempre começar a moderar”.
É contigo o teu “mau português”, dizes e com toda a propriedade. O problema é que, sob os mais elementares pontos de vista linguísticos, o que escreves é tudo menos “português”. Mas se te sentes feliz assim… Mas o que espanta, mesmo, é que digas que eu (embora tenhas utilizado o plural) não respeito a vila de Alhadas…
Meu cabrão de merda, se conseguires apontar um exemplo – um que seja – de que eu tenha desrespeitado Alhadas… passo a tratar-te por Excelentíssimo Senhor Professor Doutor! Ouviste, tinhoso?
Para variar, uma introspecção ou umas leiturazitas não te fariam mal, rapaz. Ou serás daqueles que tudo aprendem por si próprios, que produzem auto-conhecimentos? Daqueles que, apesar disso, quando a vida lhes corre mal atribuem a culpa à puta da “sociedade”...?
E reiteras, parvamente orgulhoso, que eu tenho inveja dos putos-psd, facto que diz bem da tua capacidade para interpretar aquilo que lês…
E quanto a este assunto ponto final.

E quanto ao resto, hoje como ontem, o meu “lugar” está à disposição de quem me convidou para intervir neste espaço.
Se esse alguém entender que dou má fama ao Blog e a Alhadas...

10.7.06

asardanisca


..."há uns que nos tocam o corpo sem nunca nos terem tocado a alma... e há outros que nos tocam a alma sem nunca nos terem tocado o corpo"...

Virtual..

"...Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia atribulado, para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem de férias que à tempos não sei o que são. Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga, uma salada e um sumo delaranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é?Abri o meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim: -Tio, dá uma moedinha?-Não tenho, menino. -Só uma moedinha para comprar um pão. -Esta bem, compro-te um. Para variar, a minha caixa de entrada esta cheia de e-mails. Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas.Ah! Essa música leva-me a Londres e a boas lembranças de tempos idos. -Tio, peça para colocar margarina e queijo também. Percebi então que o menino tinha ficado ali. -Ok. Vou pedir, mas depois deixe-me trabalhar, estou muito ocupado, ta? Chega a minha refeição e junto com ela o meu constrangimento. Faço o pedido do menino, e o garçom pergunta-me se quero que mande o garoto ir embora. Meus resquícios de consciência, impedem-me de dizer. Digo que esta tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição decente para ele. Então ele sentou-se á minha frente e perguntou: -Tio o que está a fazer? -Estou a ler uns e-mails. -O que são e-mails? -São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de maiores questionários disse): -É como se fosse uma carta, só que via Internet.-Tio você tem Internet?-Tenho sim, é essencial ao mundo de hoje. -O que é Internet ? -É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual. -E o que é virtual? Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai-me libertar para eu poder comer a minha refeição, sem culpas. -Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar ou tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse. -Espectáculo isso. Gostei!- Rapaz, entendeste o que é virtual? -Sim, também vivo neste mundo virtual. -Tens computador? -Não, mas o meu mundo também é assim... Virtual. A minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo, eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que passa o dia a chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa; a minha irmã mais velha sai todos os dias, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, pois ela volta sempre com o corpo; o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas eu imagino sempre a nossa família toda junta em casa, com muita comida, muitos brinquedos, de Natal e eu a ir para a escola para um dia ser medico. Isso é virtual não é tio?..."

Vamos então ao Brutus...

O espécime em questão, que apresenta inequívocos indícios de poeira mental, deixou alguns comentários nalgumas "postagens" da minha autoria, pelo que passo a escrever de minha justiça.
Diz o animal:
1. "Eu até percebo o facto de um grupo de 'putos' ganzados quererem ter o seu blog e falarem à vontade no meio da sua histeria causada pelo uso de narcóticos, agora o quererem envolver o nome das Alhadas no meio dos vossos devaneios não me entra na minha cabeça... Aquardo os posts decentes..."
Ó Brutus, o facto de sermos putos não significa que não aceitemos putas na redacção, pelo que já sabes, podes endereçar o convite à tua mãezinha. Relativamente ao resto, não me custa a crer que as coisas não entrem na tua cabeça, pois a dita cuja está a abarrotar de merda... Olha, fuma umas ganzas, a ver se te passa a histeria. Sempre é melhor do que essas drogas que fornecem nas juventudes partidárias!
2. "A criticar os teus próprios irmãos? Também na altura existiam portante os 'paneleiros' que davam importancia à aparência, o casamento era uma farsa, quem sabe um dia tu já não precises de ir à holanda para te casares com o teu amor".
Esta veio a propósito do meu texto sobre os putos das Oficinas de São José e, face ao teor do comentário, a melhor resposta seria um par de cabeçadas nos cornos. Como eu não sei quem é o filho da puta, tenho de ficar-me pelas palavras. Parece que o cabrão acha bem o que aconteceu, provavelmente por a vítima ser transexual. É esta a juventude que temos! Quando ao resto, Brutus, é verdade, sou paneleiro: na Holanda, como em Portugal, tenho enrabado o teu pai à força toda. Só espero que não tenhas nascido dessas enrabadelas. Era um desgosto do caraças!
3. "Lmao, cheira-me é a 'dor de cotovelo', sinceramento eu não compreendo essa febre dos partidos e de ir para a JSD ou JS mas sem dúvida que este post trás uma dor amargua de inveja..."
Brutus, Brutus, achas que tenho inveja de ser um bardamerdas que, ao invés de procurar trabalho, se alista num partido político em busca da teta da República? És mais parvo do que pensava.
4. "É com prazer que vejo criticarem o helder postiga por 30m de jogo e não o fazerem ao grande jogador queijeiro aka pauleta que ficou a dever 75m ao banco... De futebol deves perceber muito, ou então os jogos da selecção são só uma desculpa para te poderes enfrascar à vontade."
Não vou discutir futebol. Apenas deixo um reparo: será que quando te queres enfrascar precisas de arranjar desculpas? A mãezinha controla o menino, é? De qualquer maneira, de uma coisa estou certo, o meu cérebro, mesmo embebido em álcool ainda desenvolve qualquer coisita. O teu, supondo que o tens, pouco mais fará que peidar-se.
A terminar, Brutus. Caso queiras enviar mais comentários... melhor será que os escrevas em português, caralho. Olha que a tua escrita está ao nível da meloa que trazes em cima do pescoço.
Já me esquecia: se ainda não te alistaste no PSD (o que não acredito, cá para mim és um desses candidatos a chulecos) é melhor que o faças. Os gajos precisam lá de paralíticos mentais como tu.

Brutus

O gajo escolheu logo um nome de traidor. Será por acaso?
Falo, pois, do Brutus, que parece não ter gostado das "bocas" aos putos-psd e ao Hélder Postiga, esse estraga-fodas futebolísticas.
Eu, para ganhar a vida tenho de trabalhar, pois não estou filiado em qualquer partido político.
Quero dizer, hoje não tenho vagar para falar de virgens ofendidas.
Fica para amanhã.

7.7.06

Foto Reportagem: O Multifacetado Peter Crouch

Ó Marroquino, que é feito de si?

D. Afonso Henriques

vão-lhe mecher nos ossos a ver se era grande e se bem se alimentava se era doente ou saudável, quantos anos tinha quando morreu se tinha os dentes podres ou saudáveis, se o figado era basso do vinho ou se bebia pirulitos se era grande ou pequenino se tinha bigode farfalhudo ou um busso miserável. Era ontem ó Caga-Boi interessado da história, tambêm eu tinha alguma curiosidade mas, segundo a TSF ninguêm avisou o ministro e o gajo truflas impugnou as investigações e os ossos do D. vão ficar em paz mais algum tempo até que o D. Ministro se digne autorizar a leitura dos ossos do D. Afonso, também entendo, então vão mecher nos ossos do pai da pátria e não passam cartão ao ministro responsável pelos ossos do pai da pátria? era o mesmo que irem ao meu quintal desenterrar os ossos das dezenas de gatos, cães, galinhas, patos, gajas, que tenho por lá enterrados sem a minha expressa permissão.

Vamos então esperar a desejada autorização do ministro para satisfazer a nossa curiosidade e esperar que não surja nenhum desses investigadores parvos com vontade de comer uma sopa feita dos ossos do D. Afonso Henriques pai da pátria.

Os filhos - legítimos - de São José

Como toda a gente sabe, Jesus Cristo nasceu da relação extra-conjugal entre a Virgem Maria e o Espírito Santo.
E foi bem feito, diga-se! Então o São José, reputado carpinteiro, casou-se e a esposa mantinha-se virgem?!
Impotente e corno? Sim, mas também hábil empresário...
O facto de ter sido o Espírito Santo a desflorar-lhe a mulher não é inocente. Aliás, prova que já nesses longínquos tempos os homens se hipotecavam à banca.
Provavelmente, o São José solveu assim o endividamento para com o Espírito Santo, com quem tinha contratado um crédito para a compra da casa, da lua de mel e requalificação da oficina de carpintaria.
Deste modo, o homem equilibrou as finanças e até pôde aumentar o rebanho de cabras, facto aliás indispensável à sua manutenção física...
E como não há bela sem senão, que os bancos são fodidos (não esqueçamos que o Espírito Santo, entre outros santos do género, só responde perante Deus), o São José lá teve de engolir o bastardo, que passava a vida a lembrar-lhe que o seu pai era outro.
E São José viria a vingar-se!...
Negligenciou o rebanho das cabras e começou a pôr-se nas empregadas de limpeza da carpintaria. E a cachopada foi crescendo...
Assim nasceram os putos das Oficinas de São José, chicotes de Deus sobre os pecados, como por exemplo o da transexualidade...
E como Deus escreve direito por linhas tortas - e a imolação de cordeiros caiu em desuso - os filhos de São José durante pelo menos dois dias, foram espancando um sem-abrigo transexual do Porto! Vendo que o pecador se estava a finar, entregaram-no a Deus, atirando-o a um poço.
E fez-se justiça, ou não revelasse a autópsia que o diabo do homem morreu afogado. Logo, não foi da porrada que lhe deram.
E agora, pela morte de um pecador, as criancinhas, segundo o Diário de Notícias, "não podem ser sujeitos a penas de cadeia, mas arriscam medidas tutelares de internamento em centro educativo até ano e meio".
Será isto mau ou bom? A mim, internamento em centro educativo parece-me coisa de gente fina, mas nunca fiando...
Mesmo admitindo que se trata de um castigo, não se compreendem bem os motivos que lhe subjazem, pois a rapaziada até admitiu que os actos cometidos foram "por divertimento"... Caralho! Se um gajo não se diverte enquanto é jovem, quando é que o fará? Além do mais, os catraios negaram que o seu objectivo fosse "matar ou sequer a ideia de que a morte poderia acontecer com os espancamentos.
Há dúvidas?
O início do julgamento realizou-se à porta fechada, dado que o Tribunal de Família e Menores entendeu que a presença de público e de jornalistas seria "susceptível de afectar o equilíbrio psíquico e psicológico dos menores aquando dos seus depoimentos".
E têm toda a razão, os engenheiros da obra legislativa. Se equilibrados são o que são, imagine o leitor o que seria se os meninos se desequilibrassem... Partiam tudo, que nem o Avelino Ferreira Torres.
Deixai vir a mim as crianças, pois delas será o reino dos céus, já o dizia o filho da Virgem de São José.
E porque o texto vai longo, terminaria com as palavras de um dos advogados de defesa dos putos, a propósito de uma "recomendação" do Parlamento Europeu, sugerindo medidas mais severas do que as preconizadas, o tal "internamento em centro educativo", que poderá ser "em regime semiaberto ou aberto". Um luxo, portanto...
Confrontado, pois, com tal questão, o tal advogado declarou que "todas as formas de pressão contrariam aquilo para que a Justiça foi feita".
Tal afirmação remete-nos para múltiplas leituras, pelo que o final do presente arrazoado terá de ficar ao critério do leitor.
De qualquer forma, pergunto-me: para que foi feita a Justiça?

6.7.06

Restaurante PSD Alhadas - almoços e jantares

Um leitor mais atento à minha ignorância sobre os putos-psd alhadenses fez o favor de me enviar uma esclarecedora foto, batida num momento em que o pai-psd alimenta as suas crias.
Só espero que elas não venham a morder a mão ao dono, por causa do tacho. Por enquanto limitam-se a comer no prato...

O respeitinho é muito lindo.


Depois de longas horas de conversa da treta e alguns segundos de sexo convenci-a a mostrar o
bikini. Se se portarem bem ela mostra o resto daquele lindo bronzeado, conseguido a muito custo naquela casa junto ao mar. Vejam lá como falam para ela agora!


A propósito do jogo de ontem à noite

Entre os franceses, o jogador que mais gostei de ver actuar foi aquele que andava com um apito na boca. O cabrão teve pormenores de classe! Jogou com grande subtileza.
Mas também tinham lá outro craque à maneira, um tal de Helder Postiga, lançado na segunda parte para atrapalhar o ataque português, missão que desempenhou na perfeição.
O que mais me irritou, porém, foi o filho da puta do treinador dos arrogantes merdosos dos franciús, aquele que lá andava com uns daqueles óculos que se vendem nas lojas dos chineses. O tinhoso e as suas sinalécticas estavam mesmo a pedir uma cabeçada naqueles cornos!
E mais não digo, que já me estou a enervar...

5.7.06

O futebol faz muito barulho.

Soube agora por um jornal regional que o mundialito não se vai realizar este ano na Figueira da Foz. E o presidente da câmara justificou-se por haver muitas queixas relativas à poluição sonora, uma justificação reforçada ainda pelo facto de 60% dos apartamentos serem segundas habitações que servem para descanso no fim de semana.

Ora, retenção de custos não era uma justificação mais que plausivel?
Quem mora em "primeiras" casas não tem direito a descanso?

Eu até nem gosto de os ver a jogar á bola na praia. Mas e aquele movimento avenidal de bikinis coloridos?

De certeza que aquele tradicional passeio dos tesos pela avenida, (de mini claro), vai ficar mais pobre e cinzento.

Betos da região: Sábado há Festa no Botes

VENHA MARTELAR CONNOSCO

SEJA HISTÉRICO

Cobras e lagartos

Venho por este meio apresentar o meu sincero pedido de desculpas ao blog.
Ás vezes não consigo suster os ímpetos. É uma tendência natural agressiva, principalmente quando se acabam os comprimidos. Como já toda a gente deve saber o estado não comparticipa medicamentos para o síndrome do BMW do vizinho, essa terrível doença que não raras vezes surge quando afogamos demasiado os cornos na televisão. Contudo bebo uns bagaços para acalmar e fico todo parvo a pensar como seria se não existissem pessoas para nos lembrar da nossa condição social, desde aqueles que vão buscar a reforma e que gastam metade no autocarro e a outra metade no vinho (porque o vinho dá saude!) até a outros que já não têm aonde gastar e conseguem fazer os outros gastarem por eles e para eles.

Mas enfim, a selva humana é mesmo assim.
Entendam-se como quiserem, e desculpem-me mais uma vez.

4.7.06

Sardanisca

Em sociedade vivem as formigas e as abelhas e etc.. Nós, o ser humano, vivemos em conpetição feróz predando-nos uns aos outros. As organizações públicas se me prestassem uns grandes serviços, eu não teria por certo medo delas...

Quanto a democracia, fica aqui uma exigua defenição "sociedade que garante a liberdade de associação e de expressão e na qual não existem distinções ou privilégios de classes hereditários ou arbitrários".

Acreditas numa democracia com V I P,s??.

Nem sei o que dizer...

3.7.06

Chegou-nos esta carta à redacção:


Não respondi mal ao animal. Deixo a batata quente ao critério dos leitores e intervenientes.

Obrigado, Sr. Director

Acabo de receber a confirmação da aceitação da minha baixa, garantindo-me o Sr. Director que receberei o ordenado como se estivesse a trabalhar.
Assim sendo, vou pensar melhor sobre a minha decisão de me demitir das funções que ocupo, que é como quem diz o precioso espaço que aqui ocupo.
É que recebi um convite do Blog dos Morangos com Açúcar (agora não me ocorre o endereço), um lugar onde se fala de coisas verdadeiramente importantes. Até já tinha pensado no título da minha primeira crónica: "Floribella e o seu vibrador com colhões de pau"...
Tenho de reflectir.

Diário da República online.

Acabei agora de saber que o Diário da República está online.
Varejei-o de imediato.
Curiosamente encontrei uma portaria (se é assim que se pode chamar) que aprova um
modelo de livro de reclamações aplicavel às autarquias locais.
Não custumo lá ir comprar nada e, não sei se se aplica, mas não raras vezes já pisei em buracos na via, assim como noutros buracos afins.
Alguem sabe quais são as competências e os serviços públicos que as autarquias fornecem
para que eu possa lá ir reclamar já amanhã?

Um abraço e peço encarecidamente à administração para não darem baixa ao nosso caga boi,
pelo menos até quarta feira. Podem no pôr a soro depois por um mês.

António Homem Cardoso

...é um homem, meu desconhecido. Estive a ler uma entrevista do individuo na revista Sábado, passe a publicidade - já passou?? - adiante, um homem com certo carisma, uma infância desgraçada com porrada do tio padrinho, merceeiro em Lisboa. Enfim, lá se conseguiu virar a tirar fotografias pelo mundo. Curiso mesmo são duas frases que ele larga na entrevista e que passo a citar com vossa licença:

-Á pergunta do jornalista "É preguiçoso?", responde: "Ser trabalhador não é mérito nenhum. Aquilo que não se faz por talento e paixão é uma espécie de condenação.".

Eu diria mais, trabalhar é contra a natureza do ser humano. E quem disser o contrário está a ser hipócrita. Por alguma razão o que eu vejo mais são cidadãos laboriosos e trabalhadores, à espera de sábado.

-O segundo dito curioso do Homem é "A sociedade mudou muito depois do 25 de Abril. Vivi 30 anos num regime que não me deu nada e vivo há 30 anos num regime que me quer tirar tudo.".

Numa alusão clara?? aos chulos que nos chupam o sangue o suor e a puta da carteira.

Pedido de baixa

Ex.ma Administração deste Blog:
Em virtude da monumental borracheira de Sábado passado, por ocasião do Portugal-Inglaterra, venho solicitar que me seja concedida uma semanita de baixa.
Para que tal me seja concedido, informo que abdico dos meu direitos sociais, à excepção dos subsídios de tabaco e bagaço.
Pede deferimento, 03-VII-2006, Caga-Boi

2.7.06

Foda-se, caralho e outras expressões libertárias

De acordo com as mais recentes pesquisas, o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz. Ocorre-me pensar que este blog afinal, é feito por pessoas absolutamente serenas.. Mas voltando à pesquisa, existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta-nos a auto-estima, agiganta-nos o espírito. Reorganiza as coisas. Liberta-nos. "Não queres sair comigo?! então, foda-se!" "Vais mesmo querer decidir essa merda sozinha?! Foda-se! decide lá então"

O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição. Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente valiosos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim vulgar, será esse português vulgar que vingará plenamente um dia.

"Com'ó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade como "com'ó caralho"? "Com'ó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática. A Via Láctea tem estrelas com'ó caralho, o Sol é quente com'ó caralho, o universo é antigo com'ó caralho, eu gosto de cerveja com'ó caralho...

No género do "com'ó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que tu te fodas!". Nem o "Não, não e não!"e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem. O "nem que tu te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto. Liberta-nos, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse para as nossas vidas.

Aquele filho cheira-a-leite de 17 anos atormenta-vos pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percam tempo nem paciência. Soltem logo um definitivo "Jorginho, presta atenção, filho querido, nem que tu te fodas!". O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, e mais uma vez sem qualquer problema de consciência, podem voltar para as vossas actividades favoritas.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pensem na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-nos outra vez nos eixos. Acalma-nos. Embebe-nos os neurónios de bem estar psicotrópico.

E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E da sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"? Já se deram conta, por certo, do bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e larga um: "Chega! Vai levar no olho do cu!"?

E pronto, retomamos as rédeas da nossa vida, a nossa auto-estima.

Mas seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do português vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!". Até ao momento, não foi ainda encontrada definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação. Expressão que, uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estamos a conduzir bêbedos, sem documentos do carro, sem carta de condução e se ouve uma sirene de polícia atrás de nós a mandar encostar. O que é que nos ocorre naquele momento? Pois é. "Já me fodi!"

Igualdade, fraternidade e foda-se!

30.6.06

A vida é Floribella

Até ontem, desconhecia a existência da telenovela Floribella, facto que me envergonha profundamente, sobretudo porque "a palavra, que nem sequer existe, passou a fazer parte do léxico nacional", como se lê na revista Visão.
Sou mesmo um ignorante de merda!
Sinto-me, aliás, como quem reside num bairro onde vive uma boazona que todos conhecem e todos comem... menos eu.
E, ao que parece, a Floribella tem-na bem funda...
Há uma "banda Floribella, que presumo seja composta por músicos de eleição, pois o lançamento do CD "provocou o caos na FNAC do Centro Comercial Colombo, em Lisboa", segundo informa a fonte que sigo nesta "postagem", onde se adianta que o tal CD vendeu 40 mil exemplares em duas semanas...
Há também "saias rodadas, com tule e flores da Floribella"...
E ainda, ao que parece para lançar no Natal (como é bom de ver...), a Floribella associou-se a uma conhecida marca de brinquedos. Portanto, preparem-se para os "microfones, missangas, autocolantes ou anéis mágicos" com a chancela da Floribella...
Pior: o negócio estender-se-á ao sector têxtil, pelo que vem aí "a verdadeira roupa da Floribella", incluindo "saias, t-shirts, cintos, ténis, pijamas" e até "um perfume, uma revista, promoções em pontos de venda e, se as negociações chegarem a bom porto, uma colecção de lingerie"...
Foda-se! Já agora, abram uma casa de putas Floribella...
Mas há mais ainda: "face aos pedidos e propostas milionárias para concertos" com a cachopa que dá a cara (e sabe-se lá mais o quê...) à Floribella, o director da SIC Música (que merda será esta?) informa que "neste momento, estamos a apurar a produção para ver que conceito se levará para a estrada".
A julgar pelos conceitos desta gente, preparem-se para encontrar as estradas do país alagadas em merda, pelo que aconselhamos a compra de botas de pescador... de preferência da marca Floribella.
E ainda há quem me pergunte por que motivo me horrorizo com a perspectiva de ter filhos...
Criar um filho para depois o ver assistir à Floribella ou aos Morangos com Açúcar?! Eu, que nem sequer tenho formação técnica na área da paralisia cerebral...?
Para desgosto, já me basta ouvir as tretas de políticos, economistas e outras espécies roedoras igualmente nocivas ao bem-estar geral.
Mas essa é outra história, embora tenha também que ver com chulos e putas...

29.6.06

Cabo da GNR matava nos meses de Fátima

Assim reza um título do Correio da Manhã de hoje, segundo acabo de ler na Internet.
A publicação em referência é uma das mais sensacionalistas e broncas do país, facto que explica por que razão é uma das mais vendidas.
Se o povo se esfalfa por histórias do género (para dar corda ao seu desmesurado amor pela sordidez), nada melhor do que um título destes para lhe acicatar os ânimos... e o levar à compra do jornal.
Já estou mesmo a ver a comunidade católica a chorar baba e ranho, desejando que o GNR na reserva, apesar dos 53 anos (afinal é GNR ou político?), arda no fogo dos infernos.
Tudo isto se deve ao facto de os assassinatos terem ocorrido nos meses de Maio e Outubro, período em que hordas de católicos se dirigem a Fátima.
Se isto não é puxar-saco, como dizem os brasucas...
E mais não digo.

Epopeia Alhadense

Pag. 442 parágrafo 3.

...
Há mais nas alhadas que no resto do mundo
há lá mouros sepultados e cascatas de terríficos dogmatizados
e tambem há os drogados, com pseudónimos elaborados
nicks depravados, considerados desconsiderados.

Descobrir nessa alhada, pousar a bandeira da retaliação
para os tóxicoansiosos internetodependentes
foda-se a bobadeira, o vinho já está azedo, o enredo...
Tenho cinco gramas no bolso vou fumá-las em segredo
não há moral que me esconda nem gnr que me foda
e tu tambem me apontas o dedo?

Para quem quiser saber, quem realmente se interessa
pode haver mais nas Alhadas que uma ganza na floresta.


28.6.06

Ninguém escreve nada, caralho?!

Já estou mesmo a ver...
Quando as autoridades - judiciais, policiais ou morais - marrarem contra o Blog... Quem se fode é o Caga-Boi!

Última referência ao Jata

Não venho desancar no rapaz (ou rapariga, que o pseudónimo é assexuado), que tem todo o direito a manifestar as suas opiniões, mas simplesmente observar que as suas diatribes desencadearam um grande número de comentários.
A meu ver, os comentários, positivos ou negativos são bem-vindos a este Blog.
Contrariamente ao grosso da "blogosfera" - e como está à vista - o "Ainda havemos de fazer uma reunião para decidir a porra do título" permite o livre acesso aos comentários. Por outras palavras: não somos um seita cujos membros trocam na Net cumplicidades inconfessáveis. Aliás, o título vigente do Blog diz bem da sua linha editorial: não existe linha editorial. Era o que mais faltava...!
Cá a malta - e estou certo que os restantes "postadores" concordarão comigo - quer é comunicar. Cada um escreve aquilo que bem entende, respondendo apenas perante a sua própria consciência. É essa liberdade que nos faz aceitar, sem rodeios, todas e quaisquer críticas que nos queiram endereçar.
Em suma, quero dizer ao Jata que continue, se quiser, a dizer de sua justiça; também é para isso que cá estamos.
Não somos como os órgãos de comunicação social do concelho de Gaia, de que vos falei ontem. E aqui ressalve-se o "Jornal dos Carvalhos", que pelo visto não chupa caralhos a autarcas-cacique.
E desculpe lá o vernáculo, ó amigo(a) Jata.

27.6.06

Jata versus Zebradan

Podemos desde já informar que a captura do Jata foi bem sucedida.
Contudo, após a detenção o meliante recebeu a visita do Zebradan (lembram-se dele?), que se dispôs a pagar a caução.
À saída da cadeia, o nosso reporter captou a imagem de felicidade dos sacanas.

Jata II

Acabou de nos chegar um fax da GNR, dando-nos conta de que o sujeito cuja foto publicámos não é o Jata, pelo que pedimos as nossas desculpas ao visado.
De facto, alguns populares de Alhadas estão neste momento a tentar proceder à sua captura, como a foto abaixo documenta.

Jata

A nosso pedido, a GNR local encetou uma investigação no sentido de identificar o cromo em questão.
Embora o cabrão se tenha posto em fuga, o agente Vermelhusco conseguiu fotografá-lo.
A quem o conseguir capturar oferece-se uma noite no Com Esterco.

26.6.06

Jata!

sim, álcool, caralho, foda-se, broche, cona, mamas, cu, punheta, colhões, sodomia, violação, sadomasoquismo, pornografia, punheta, bagaço, masturbação, esporra, cunilingus, beijo-negro, cha-mir ó cu...

Álcool, caralhos, foda-se e outros assuntos sem grande qualidade

Um tal de Jata comentou que este Blog "foi feito só para um número restrito de pessoas, dado na maioria dos casos só trocarem piadas entre si, falarem de álcool, de caralhos, foda-se e outros assuntos sem grande qualidade, salvo raros artigos, pouco tem de produtivo. Será que estes Alhadenses que tanto prezam o ZECA só têm isto para nos dizer. É pouco!"
Não podendo falar em nome dos meus camaradas, tenho para mim, Sr. Jata, que este Blog se dirige a todos quantos o queiram ler. Se quem o faz gosta ou desgosta... não é problema nosso!
Cá por mim, faço o que sei e posso (que de facto não é muito). E, muito sinceramente, não estou preocupado com o facto de se gostar ou não daquilo que escrevo.
Quanto ao "álcool, caralhos, foda-se (...)", devo dizer que utilizarei o vernáculo sempre que o considere necessário. Sempre é melhor do que escrever semeando erros ortográficos, como se vê em muitos blogs supostamente sérios...
E quanto aos alhadenses prezarem o Zeca... Não sei se será bem assim. Os capitalistas, que também os há por aqui, não o devem ter em grande consideração. De qualquer maneira, que tem a ver o Zeca com aquilo que a malta aqui escreve?
Cumprimentos, Sr. Jata.

Censura protocolada (e remunerada)

O assunto que aqui me traz podia passar-se na Colômbia, na Coreia do Norte, em Angola... ou na Madeira. Mas não. Passa-se no concelho de Vila Nova de Gaia.
Os órgãos de comunicação social da área do referido município, para partilhar um bolo chamado "publicidade institucional" (avaliado em 150.000 euros) assinaram um protocolo com a mesma autarquia, cujo órgão executivo é liderado pelo conhecido Luís Filipe Menezes, homem que não é sulista nem elitista.
O protocolo é engraçado, como o resineiro...
Segundo cita a revista Visão, lê-se no documento que os tais órgãos de comunicação social se obrigam a "manter ou adoptar uma informação onde predomine a realidade específica do concelho, tendo em vista a promoção do seu desenvolvimento e os interesses da respectiva população, acompanhando adequadamente os actos públicos bem como toda a actividade da Câmara e empresas municipais".
Espantoso!!!
Órgãos de comunicação social comprometem-se fixar-se na "realidade específica" de um concelho, em nome dos "interesses da população", dispondo-se a acompanhar "adequadamente" a actividade camarária...
Parece-me que a realidade específica do concelho se resume aos interesses do Menezes; os interesses da população coincidem com os de uma elite mesclada de empreiteiros, imobiliárias e empresários diversos; o adequado acompanhamento é deixar correr o marfim...
Mas o que eu digo não conta e adiante:
Espantoso é também que o redactor da Visão, evidenciando que os merdosos órgãos de comunicação social não foram obrigados a assinar o tal protocolo (era o que mais faltava...), escreva:
"A realidade é que não tinham alternativa, caso pretendessem uma quantia decisiva para a sua sobrevivência". Deve dar muito valor ao tachito, o raio do redactor...
Cá para mim, se uma publicação não sobrevive sem subserviência, pura e simplesmente devia fechar as portas. Mas também admito que há muita gente que, como dizia o saudoso e sempre vivo Zeca, não se importa de comer pão que sabe a merda.
Como é evidente, tais questões éticas não se colocam a esta cáfila, como se infere das palavras do director de um dos jornais que assinou o protocolo, o qual, com uns tomates do tamanho do cérebro da Lili Caneças, solicitou o anonimato para dizer:
"Ficou claro para todos que para recebermos a verba, tínhamos de assinar ou ficar de fora de qualquer apoio. E também percebemos que convém falar de Gaia pela positiva".
Foda-se! Estes gajos teriam dado um jeitão ao Salazar. E eu a pensar que broches deste nível, em Portugal, só seriam possíveis na ilha da Madeira...
Curiosamente, a câmara de Gaia (melhor dizendo o Menezes) só recorreu ao protocolo por motivos de "distribuição equitativa da publicidade", pois está consciente da "importância capital" que assumem os euros que distribuem pela imprensa local. Acredito que sim...
O "Jornal dos Carvalhos", segundo a fonte que venho citando "tradicionalmente crítico com as políticas da autarquia, não foi chamado a subscrever o documento". Até admira...
Moral da história: órgãos de comunicação social ou caixas de ressonância?
Passo-me com esta merda!

23.6.06

Mário Augusto

Se bem se recordam, em "postagens" anteriores escrevi umas tolices ao mesmo tempo que publiquei alguns trabalhos de Mário Augusto.
Mas porque estamos a falar de um insígne pintor nosso conterrâneo, achei que seria interessante prestar-lhe uma pequena homenagem, divulgando os seus mais emblemáticos trabalhos acompanhados de uns tantos apontamentos biográficos.
Assim sendo, solicitei ao Luís Pedreiro que criasse um Blog para tratar esta matéria.
Oportunamente apresentaremos os resultados desta iniciativa.
Ou será melhor ideia ir publicando neste Blog, seguindo uma ordem cronológica?
Sugestões aceitam-se.
Ou será melhor ainda estarmos quietinhos?

Ele há cada um...

Anexando a foto de uma montra no Chiado, um lisboeta chamado António Frazão Mendes dirigiu umas palavritas à revista Visão, que passo a citar literalmente:
"A decoração de uma montra do Chiado será para mostrar que somos avançadíssimos? Não haverá legislação que preserve a dignidade de uma zona emblemática da capital? Mesmo em Amesterdão, tirando o bairro vermelho, não há mais sinais de mau gosto porno… Temos muito que aprender sobre o conceito de 'progresso'."
E a malta observa a foto e o que vê?

Então o senhor António vê pornografia nesta montra…!
Eu, por mais que olhe para a merda da foto, não consigo ver ou pensar pornografia alguma. O leitor consegue?
Concluo que o António anda obcecado com a pornografia.
Quanto ao texto, nem sei que diga…
Mas fico intrigado com essa do “bairro vermelho” e a do “mau gosto porno”.
O António domina os roteiros e tem bom gosto na matéria, será isso?
Cá para mim, ou tem falta de sexo ou não bate bem…

22.6.06

Portugal Mundial

Além de correr de um lado para o outro, que anda o Postiga a fazer na Selecção?

Poesia

Nunca apreciei poesia.

O que não significa que por vezes não a leia. Também não gosto de trabalhar e trabalho.

O que quero dizer é que li agora um poema de amor, que me encantou. De tal forma que não posso evitar compartilhá-lo convosco. Aí vai:

Subi acima duma arvori
Para ver se te via,
Como não te vi,
Desci-a.

Atirê um limão rolando...
À tua porta parou...
Depois fiquei pensando
Será que o cabrão se cansô???.

Ê vi-te no tê jardim,
Andavas colhendo hortelã!
È cá gosto de ti,
E tu? Hãããã????.

Subi a um êcalipte
Co o tê retrato na mão
Desencaliptê-me lá de cima
Malhê c'os cornos no chão!!!.

Perdi a minha caneta
Lá prós lados da várzea
Se lá fores e a vires
Trázea!.

Fim

Porra. Já há muito que não sentia tanta comoção.

21.6.06

Artes Plásticas

A pedido do pintor alhadense Salvador Daqui, abaixo publico o mais recente trabalho do artista, intitulado "O Céu da Terra", quadro pintado a óleo fula e pastel de Tentúgal sobre tela.

E viva o patrão

Enquanto estava a rabiscar a história de Narciso e Deolinda, fui informado pela secretária do meu patrão que me posso ir embora às três horas.
Venha pois o Portugal - México.
Ó D. Arminda, ponha umas cervejolas no frigorífico que daí a pouco estou aí.

A história abreviada de Narciso e Deolinda

Uma história portuguesa, com certeza.
O Narciso é presidente da Câmara Municipal de Pombal e Deolinda a sua esposa, vendedora de lingerie em Leiria.
O Narciso recusa pagar 2.700 euros à Segurança Social de Leiria, valor respeitante, segundo o Diário de Notícias, a "juros de mora de um período de três anos e a contribuição de sete anos que se encontram em atraso". Segundo a mesma fonte, a Deolinda está colectada nas Finanças desde 1987 mas nunca efectuou descontos. Até aqui nada de novo...
Mas se a Deolinda é a proprietária, foi o Narciso a dirigir-se à Segurança Social para resolver a situação. Terá pensado que por ser presidente de câmara a coisa resolver-se-ia a contento? Antes tivesse mandado lá a Deolinda em lingerie, a ver se sensibilizava o director daquele serviço...
Assim, o Narciso pagou dívidas referentes aos anos de 1995 a 1998, embora recusando-se a solver os juros de mora, por os considerar... "injustos". Diz o Narciso que se trata da "actividade privada da mulher" e tem razão. Que diabo tem a Segurança Social que ver com a lingerie da Deolinda?
Segundo o Narciso, a pobre da Deolinda "não tem ordenado". Coitada, mais valia trabalhar vestida em lingerie, como algumas. Certamente ganharia mais numa noite do que na loja num mês.
Moral da história:
"Ela não devia pagar Segurança Social nenhuma e até devia receber uma indemnização, porque se eu fechar a loja, o que já devia ter feito, ela vai para o fundo de desemprego e o Estado tem de pagar", diz o revoltado Narciso, adiantando que "eu arranjei a loja para ela se entreter e quando há prejuízos ao fim do mês são pagos com o meu ordenado. Logo, ela não deve pagar nada à Segurança Social".
Raciocínio mais lógico não há. Chamem-lhe Narciso...
Se a Deolinda for jeitosa, talvez passe lá pela loja e compre uma peçazita. Sempre ajudo ao orçamento familiar dos pobres diabos.
Ainda fico a pensar... Então o Narciso, para entreter a mulher arranja-lhe uma loja de lingerie? Estava-se mesmo a ver que a coisa daria para o torto...
E tratando-se de quem é, provavelmente a coisa ficará por aqui, que isso de juros de mora e cumprimento das obrigações contributivas é coisa de pobre.
E fico a imaginar como será a lingerie da senhora...

Título

Ok Ok. Já percebi que não resulta. Estou feliz comigo porque tentei. Estou mesmo embevecido de tanta felicidade. De tal forma que me apetece mandar-vos a todos p`ró...Adriano Galinha. E viva o Portugal das bandeiras, que as bandeiras de Portugal estão todas esfarrapadas.

20.6.06

...reunião para decidir a porra do TÍTULO.

Cerejeira
M.A.R.
Luís Pedreiro
Inspector Varejeira
cèptocinico
Caga-Boi
Manuel Automato

Por favor tomem uma atitude cambada. O Blog aguarda com ansiedade, refen expectante das vossas propostas.

19.6.06

Proposta à Junta de Freguesia

Os visitantes de Alhadas deveriam ser informados acerca dos locais de culto na vila, pelo que a proposta abaixo exposta ser-lhes-ia útil.
A sugestão aqui fica.
Quem me dera estar lá agora...

Paisagem protegida

Como se vê, a paisagem local anda bem guardada.

Título

Rapazes e raparigas

Está fora de questão fazer-mos uma reunião para decidir a porra do titulo(??).

Acho importante ter um título. É sempre bom as coisas terem um nome para que possamos referenciá-las com facilidade. Nós e os outros. Já alguêm se referiu a isto, aqui, (Varejeira??) e com razão.

Proponho que a malta individualmente proponha uma proposta de nome. Após o que faria-mos uma espécie de votação para decidir então a porra do título.

Portanto, o que dizem?.


Pelo sim pelo não, aqui vos deixo a minha proposta.


-C O R R O S I V O-

E foda-se!.

E eis

que o mar começa a encrespar...

18.6.06

Baga bagaço
alma amarrada al
ma de ramada
conho
tropecei nos piri
néons e se nú fosse
Porreiro...
sarronca o farol
a corcanoi-te está
e (porra)
a corcanoi-testá

mestou a cha
ti
ar puro
i
i
prontos ?

16.6.06

Ainda havemos de fazer uma reuni�o para decidir a porra do t�tulo.

Ainda havemos de fazer uma reuni�o para decidir a porra do t�tulo.


Olá bom dia a todos que desejam realmente ter um bom dia… ao ter na mente a vontade de fazer uma pesquisa, como tantos outros inter nautas, perdidos no mundo das leituras e curiosidades, eis que me engano na palavra a pesquisar, e coloco no motor de busca a palavra DESENRASCANÇO que me leva até ao seguinte texto de que faço COPY/PASTE, o fenómeno dos computadores…

From Wikipedia, the free encyclopedia. Desenrascanço is a Portuguese word used in common language in Portugal, to express an ability to solve a problem without the adequate tools or proper technique to do so and by use of sometimes imaginative resourcefulness when facing new situations. Achieved when resulting in a hypothetical good-enough solution. When that good solution escapes us we get a failure ( enrascanço - entanglement). Most Portuguese people strongly believe it to be one of the their most valued virtues and a living part of their culture.

Curioso, não?

15.6.06

Já tinha saudades do Blog.
Por hoje é tudo. O vinho está a aquecer.

13.6.06

O bom, o mau e o betão

Tenho um amigo mais ou menos organizado, mais ou menos fraco, ou valente ou astuto, mas que infelizmente não arranja forma de saltar de uma inevitável normopatia, fortemente aculturado no desarranjo social onde vive.

Pois é, este amigo pensou um dia alugar meia dúzia de contadores que, tal como a sua humilde família, farão parte da sua longa e contributiva vida.
Pensou e assim fez, uma cunha num banco estatal, fomentada com o aval do construtor e este amigo já estava murado num antro parasital, jamais visto ou conseguido no mais severo ou rigoroso ecossistema. Desde o fornecimento de gás aos serviços de condomínio, manutenção de compadrios, esses porcos até cagam no quorum á medida que se vão encavalitando na teta. Pelos vistos até têm armas e as bagagens estão bem armadas num apartamento do mesmo prédio, onde convenientemente tambem vivem e monitorizam a roubalheira.

Este amigo fodeu-se porque, para reconstruir um barraco o banco não lhe emprestava nem para a cerveja dos pedreiros. Mas para fazer parte da miséria social, ser chupado pelo capitalismo selvagem, e ainda, se der para o torto entregar o apartamento para ser vendido outra vez, até render mais um dobro daquilo que realmente vale, já é tudo facilidades.

Contudo este amigo já conseguiu sair do estado vegetativo que o sentimento de impotência lhe enraízara. Ontem já praguejou durante dois segundos ao reparar que a pasta de dentes era taxada a 21% de iva. Pode ser que amanhã compre uma Kalashnikov, sempre deve ficar mais barata que um advogado honesto.

E ainda andam estes neonazis da treta a rivalizar com as minorias étnicas!

12.6.06

Gilberto Madail

devia ter vergonha nas fuças e não mostrar tanta indignação idiota por, num país dito democrático duma Europa também ela supostamente democrática, ter ficado retido numa auto-estrada como qualquer outro cidadão. No minimo, podia ser mais discreto.

Por outro lado, dá-me a impressão que o cidadão comum (destes que não vão à televisão), cada vez mais incapaz de pensar e hipnotizado pela dita televisão, também ele se indigna porque os nossos heróis de pacotilha sofrem hora e meia na auto-estrada, esquecendo as horas que passa engarrafado a caminho do emprego ou de outras merdas quaisquer.

Que trampa de humanidade!.

PS: Peço humildemente desculpa ao Caga-Boi, por tanta vez falar de televisão no texto.

9.6.06

Começa hoje o campeonato do mundo de bola

Mas Portugal só joga no Domingo.
Fosse eu o seleccionador e seríamos de certeza campeões do mundo, pois escolheria jogadores com estofo de campeões.
Eis a minha selecção:

Tributo à imaginação

A legenda a estas bandeiras foi feita por uns bacanos com o intuito de fazer reflectir um pouco sobre o mundo que nos rodeia. Vai daí, puseram-nas a rodar de mail em mail até a revista Grande Reportagem as ver e adquirir os seus direitos para uma campanha publicitária. Vale a pena notar que as percentagens dos valores em questão, estão muito próximas da realidade..
(clique para ver tamanho original e retroceder para voltar ao blog)
Angola

China

Brasil

Burkina Faso


Colômbia


Somália


União Europeia


E.U.A


8.6.06

Ao meu mail têm chegado dezenas de mensagens de chavalas desejosas de me conhecer.
Na impossibilidade de as papar, dado que de momento me encontro na Nova Zelândia, não posso deixar de retribuir o carinho que me têm dispensado.
Aqui vai uma fotozinha, para que as minhas queridas se aguentem até à minha chegada..

6.6.06

Mitos e Traumatismos ou Bater Mal da Bola

Referindo-se à forma como a selecção nacional de futebol foi recebida na Alemanha pelos emigrantes portugueses, o jornal desportivo Record perguntou ao Moita Flores:
"Este tipo de manifestações pode ser perigoso para a evolução das sociedades?"
E como a uma pergunta esparvoada se responde na mesma medida, o Sr. Moita não foi de modas:
"É perigoso, traumático e uma forma de exorcizar fantasmas, como o regresso de D. Sebastião, através de um campeonato. As pessoas agarram-se a falsos mitos".
Não creio que tais manifestações sejam nocivas à evolução das sociedades. Pelo menos não o serão tanto como os ajuntamentos em Fátima ou em Meca, estes sim, provavelmente mais perigosos, na medida em que - a meu ver - contribuem para que as sociedades não evoluam.
Não podemos levar o homem a mal, pois é no que dá ser ex-polícia, escritor de livros que as editoras conseguem ir vendendo e presidente de Câmara nas horas vagas.
Só gostava que o Sr. Moita explicasse o que entende por "falso mito". E que terá ele a dizer das pessoas que se agarram à religião? São agarrados a mitos verdadeiros?

Os cristãos já não são tão fundamentalistas.

Acho que eles agora já se andam a preparar para celebrar o mundial de futebol.


Pergunta do dia

Alguém me sabe explicar por que motivo se fala tanto do fundamentalismo islâmico e nunca do fundamentalismo cristão?

5.6.06

Ainda há esperança para a juventude portuguesa

Incentivos à produção?

Segundo dados oficiais, entre Janeiro e Maio deste ano, a Assembleia da República já consumiu mais de 300 mil contos em despesas de "subsídio de transporte" aos seus deputados, quantia que dá mais de 1300 contos por cada um destes.
Nada de mais, se tivermos em conta que um português que aufira o ordenado mínimo não ganha essa quantia num ano de trabalho, incluindo já os subsídios de férias e de natal... que muitos dos patrões só pagam quando estão de boa disposição. E com esse dinheiro, o portugazito tem de viajar, alimentar-se, vestir-se, etc.
Mas não tenham pena dos miseráveis dos deputados, pois o Estado não se esquece de os premiar com as sacrossantas "ajudas de custo", que incluem "comissões e viagens aos círculos eleitorais"... e a própria "presença dos parlamentares nos plenários" (fantástica, esta!). Nesse sentido, o Parlamento prevê gastar este ano à volta de 1 milhão e 200 mil contos, montante que dá qualquer coisa como mais de 5 mil e 200 contos por cabeça parlamentar.
Com tudo isto e com outras alcavalas que facilmente se adivinham, afinal, por que motivo ainda pagam ordenados aos gajos?

2.6.06

O parasitismo a marcar pontos

Em "postagem" de 25-05-2006, o Cèptocínico regozijava-se - e com toda a razão - com o chumbo ao campo de golfe na Lagoa da Vela, adiantando que quando tal fosse definitivo iria apanhar a bebedeira para comemorar.
A verdade é que o meu caro amigo terá que adiar a bebedeira, isto a julgar pelo que li no Correio da Figueira (versão digital) de 01-06-2006. Segundo este órgão de informação, o secretário de estado do Ambiente, com pena dos capitalistas golfistas/golpistas, passou uma "Declaração de Impacte Ambiental" favorável ao "Empreendimento Lagoa da Vela Golf".
Citado pelo Correio da Figueira, o exótico presidente da Câmara referiu ser "a primeira vez que é dada luz verde a este projecto, sendo uma boa notícia para a Figueira da Foz".
Para a Figueira da Foz ou para os investidores da merda do empreendimento e galfarros da nota que usufruirão da destruição irreversível da Lagoa da Vela?
Depois, os autarcas não querem que lhes chamem vendidos ao capital... A troco de quê, neste caso, é que eu gostaria de saber.
Em que é que o campo de golfe beneficiará o concelho da Figueira da Foz ou a freguesia do Bom Sucesso, alguém me sabe responder?

1.6.06

Vão roubar para um estádio!

Ouvi dizer que os Rolling Stones vêm a Portugal em Agosto próximo.
Eu cá não sou propriamente apreciador dos sujeitos, pelo que nem de borla assistiria ao concerto. Contudo, porque o meu trisavô é fã dos tipos, ainda pensei oferecer-lhe um bilhete. O pior é que o mais barato importa em 56 euros, ou seja, onze contos e duzentos da moeda antiga. Foda-se!
Ainda por cima a coisa é no Estádio do Dragão, onde os ladrões costumam ser os árbitros e não os rockers.
Ainda o Cèptocínico se queixa dos médicos...

bastonadas

Ontem ouvi o bastonário da ordem dos médicos a dizer que a preocupação deles - ordem dos médicos - ao estabelecer o preço máximo por consulta, tem em mira proteger os mais desfavorecidos. Ora, sabendo nós que uma consulta na especialidade pode custar 80 € (oitenta), concluo que ainda bem que estabeleceram esse tecto (que o Sr. bastonário teve o cuidado de não dizer qual é, e o jornalista teve o cuidado de não perguntar). De contrário, como conseguiria o cidadão que ganha o salário minimo nacional, 385,90 €, ter acesso aos cuidados médicos da mesma forma que o cidadão que ganha 100 vezes mais?.

Logo aqui fica o meu voto de longa vida e muita prosperidade ao Sr. bastonário. Bem haja por se preocupar connosco.