
Um bem haja ao colega do arioplano que completou
a colecção inteira, e facultou-a para nós postar-mos.
No início houve umas quantas publicações em papel, e o título era Ecos com umas letras pequeninas em baixo a dizer "do grupo". Mas no formato blogue temos de ter um nome mais sugestivo senão não aparece por aqui ninguém.. O facto de termos em comum origem em Alhadas, parece- me razão mais que suficiente para os bloggers aderirem, mas ainda assim o nome é importante...

Uma mulher está na cama com o seu amante. Em plena acção, um barulho na fechadura da porta assusta-os.
Como todos sabem, os apartamentos modernos não tem espaço debaixo da cama, o beiral é ridículo e a varanda inexistente. Para piorar, ela mora no 12º andar. Ela volta-se para o amante e sem se abalar, diz:
- Fica aí, de pé, imóvel e não digas nada!
O marido chega:
- Surpreendida, querida? O meu voo foi antecipado, acabei a reunião mais cedo.
Entretanto ele vê o tipo pelado, em pé no quarto, pergunta:
- O que é isto?
A mulher:
- Acabei de recebê-lo, é o meu robô-escravo sexual "powered by Microsoft".
Ainda tem carinha de Bill Gates, não achas? Como estás sempre a viajar, em reuniões... etc., nunca sei o que fazes quando estás sozinho no quarto do hotel...
Sabes, este robô é como um vibrador, em tamanho grande. Não preferirias que eu fizesse amor com o bombeiro ou o vizinho, né ?!
O marido:
- Deixa isso de lado, estou com uma vontade louca de ......
Ela, que já se tinha esgotado no amante, responde:
- Oh querido, não, estou com uma tremenda dor de cabeça...
- Droga, é sempre assim...! Bom, estou com fome também. Preparas-me qualquer coisa para comer, por favor?
-Claro, querido!!! Diz ela e sai.
Entretanto, olhando para o robô, ele pensa: "O que é bom para ela é bom para mim..." Já com as calças em baixo, ele decide "enquadrar" o amante azarado!
Neste momento uma voz metálica diz:
- Er-ro de sis-tema , en-tra-da re-ser-va-da USB.
- Robô filho da mãe! - diz o marido louco de raiva e já colocando-o sobre os ombros para o atirar janela fora... O amante apavorado, envia nova mensagem:
| De acordo com as mais recentes pesquisas, o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz. Ocorre-me pensar que este blog afinal, é feito por pessoas absolutamente serenas.. Mas voltando à pesquisa, existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta-nos a auto-estima, agiganta-nos o espírito. Reorganiza as coisas. Liberta-nos. "Não queres sair comigo?! então, foda-se!" "Vais mesmo querer decidir essa merda sozinha?! Foda-se! decide lá então" O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição. Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente valiosos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim vulgar, será esse português "Com'ó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade como "com'ó caralho"? "Com'ó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática. A Via Láctea tem estrelas com'ó caralho, o Sol é quente com'ó caralho, o universo é antigo com'ó caralho, eu gosto de cerveja com'ó caralho... No género do "com'ó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que tu te fodas!". Nem o "Não, não e não!"e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem. O "nem que tu te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto. Liberta-nos, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse para as nossas vidas. Aquele filho cheira-a-leite de 17 anos atormenta-vos pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percam tempo nem paciência. Soltem logo um definitivo "Jorginho, presta atenção, filho querido, nem que tu te fodas!". O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, e mais uma vez sem qualquer problema de consciência, podem voltar para as vossas actividades favoritas. Há outros palavrões igualmente clássicos. Pensem na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-nos outra vez nos eixos. Acalma-nos. Embebe-nos os neurónios de bem estar psicotrópico. E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E da sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"? Já se deram conta, por certo, do bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e larga um: "Chega! Vai levar no olho do cu!"? E pronto, retomamos as rédeas da nossa vida, a nossa auto-estima. Mas seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do português vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!". Até ao momento, não foi ainda encontrada definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação. Expressão que, uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estamos a conduzir bêbedos, sem documentos do carro, sem carta de condução e se ouve uma sirene de polícia atrás de nós a mandar encostar. O que é que nos ocorre naquele momento? Pois é. "Já me fodi!" Igualdade, fraternidade e foda-se! |