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18.7.06

A caderneta (completa!) de cromos
























































Um bem haja ao colega do arioplano que completou
a colecção inteira, e facultou-a para nós postar-mos.

Dois estudantes-paradigma portugueses, à espera do resultado da repetição dos exames

Tem duche e casa de banho, dois armários, televisão, rádio, e um balcão em mármore

Parece o anúncio de venda ou aluguer de um apartamento, no caso uma espécie de T-1 + 0…
Enganam-se redondamente. O “spot” é inteiramente gratuito e inclui refeições e tudo!
Ainda telefonei para saber se não era possível trocar a dispensável televisão por um PC ligado à Net, de forma a poder ir escrevendo umas blogadazitas…
Puta da bebedeira!
Afinal, o título desta “postagem" refere-se à actual residência do “serial killer” de Santa Comba Dão...
E não me estou a referir ao Salazar, que era de Santa Comba Dão mas não era “serial killer”.
Pois não?
Puta de sorte a minha, que não consigo encarar as conquistas civilizacionais pela positiva…
E foda-se!

P.S. – Espero que o Cínico, leitor e sucinto comentador deste Blog, não venha a reclamar direitos sobre o “foda-se” final desta “postagem”. E se o fizer… que se foda! Alego insanidade mental, alcoolismo, droguismo, atestado de pobreza ou até, se for caso disso, imunidade parlamentar, estatuto de figura pública ou merda que o valha.
E foda-se!

A educação e o futuro (negro mas de colarinho branco)

Pelo que tenho lido e ouvido, os exames de ingresso ao ensino superior redundaram numa chumbada geral, com uma grande percentagem de negas a raiar o grau zero do conhecimento.
É todos anos a mesma merda!
E a culpa não é dos alunos, que fique bem claro. Eles estudam que se fartam, mas têm o azar de as provas nunca contemplarem as matérias que estudaram! É verdade, nunca lhes perguntam aquilo que eles “sabem”…
Mas como o ministério da Educação padece da mesma enfermidade (se é que o analfabetismo funcional assim se pode chamar), entendeu que algumas provas sejam repetidas. E eu aplaudo, embora pense que ficaria mais barato “passar” a malta toda, além de que nos permitiria subir nas estatísticas da literacia.
Já que não pode ser assim, que se repitam as provas até que todos obtenham a nota satisfatória. Há ou não democracia em Portugal?
Vou aqui deixar uma sugestão para evitar este tipo de problemas:
Por exemplo, a quem pretendesse seguir medicina deveria perguntar-se coisas como: “o perónio da perna direita situa-se na perna direita. Em que perna se encontra o perónio esquerdo?”.
E assim sucessivamente. Não acham boa ideia?
Sempre seria melhor do que ver a juventude desempregada a inscrever-se nas juventudes partidárias…

17.7.06

Pergunta do dia

Que sugerem que façamos com os ranhosos dos israelitas?
E com os seus protectores dos EUA?

Promessa incumprida

Após ter prometido pagar umas cervejolas à malta, a Sardanisca, qual política profissional, deu o dito por não dito, tendo deixado toda a gente à seca.
Furioso, o pessoal manifestou o seu desagrado pelas ruas da vila.
A Sr.ª Luísa teve mesmo de telefonar ao Exército...

14.7.06

GESTÃO FLORESTAL

Câmara da Figueira “exemplo nacional”

Está escrito no Diário as beiras de hoje.

Jaime Silva, o homem que manda nessas coisas é o citado. É também um perfeito ignorante no que respeita à gestão florestal no nosso conselho. De contrário não faria afirmações tão grosseiramente idiotas.

Eu pelo menos sempre vou ás pinhas ocasionalmente e tenho a possibilidade de apreciar a puta da gestão florestal inexistente. A única gestão florestal que verifico são os vampiros sem asas a sacarem os eucaliptos na terra queimada.

E a propósito, a gestão florestal (que belo chavão, não me canso de repeti-lo) não implicaria antes do mais a limitação à praga que é o plantio desnorteado de eucalipto no nosso e nos outros concelhos?.

Até segunda rapazes, e sejam Casemiros.

Por falar em Bataclan



Não posso ir de férias sem largar esta...

Acabo de ler, na versão digital do “Correio da Figueira” de 13-07-2006, as palavras do vereador do desporto da edilidade figueirense, Lídio Lopes, a propósito do visionamento de jogos de Portugal na Praça 8 de Maio:
“Desta Praça sobra a prova de que é possível trabalharmos em conjunto e colocar os interesses públicos acima de questões político-partidárias”...
Onde é que nós já ouvimos isto?
Olarilolela, olari meu bem e zumba na caneca...

Vassalos da credibilidade, resignem-se ao vosso nojo!

Dizer mal ou bem ou vice-versa

Para que não digam, como a Sardanisca, que falo “mal de tudo e de todos”, aproveito para meter férias.
Queira ou não queira o patrão, como diria o Zeca! E só pode querer…
Quanto mais prolongadas forem as férias… maiores serão as possibilidades deste Blog ganhar credibilidade.

E para não me despedir à seca, até vou “dizer bem” (fico a aguardar pela gorjeta) de alguém, no caso o Manuel João Vieira, vocalista dos Ena Pá 2000.
Ao falar do percurso da banda, em declarações à revista Visão, o homem é peremptório:
“Estamos longe do que se pode considerar a mediocridade pura, que é o nosso objectivo. Temos um longo caminho a percorrer até ao retrocesso mental”.
Como estas palavras ficariam bem aos vocalistas dos D’zert, Anjos e derivados…
E porque tenho de “dizer bem”, volto a dar voz ao “rosto” dos Ena Pá:
“Como nunca passam os nossos discos na rádio (…), desistimos de fazer qualquer coisa que possa ser considerada normal. Não há futuro na normalidade. A realidade é uma alucinação colectiva”.
Só posso "dizer bem" do que diz o Manuel João.
E já que a “dizer bem” é que a gente se entende, termino concordando plenamente com outra das conclusões do homem:
“Existe um poder, as pessoas que mandam e as que obedecem. E as que obedecem estão limitadas até em termos geográficos”.

Como diriam alguns leitores deste Blog, “sempre assim foi e sempre assim será”!
Terá isto que ver com o “instinto de rebanho” de que nos falava Nietzshe?
“O senhor é o meu pastor, nada me faltará”; “dos pobres é o reino dos céus”; “é mais difícil entrar um rico no reino dos céus, do que um camelo passar pelo buraco de uma agulha”…
Exortando a virtude da mansidão e da pobreza, material e espiritual, tais preceitos milenares são aplicados com sucesso nas sociedades hodiernas!

Foda-se! Não resisto. Tenho de “falar mal” de alguém…
O Pedro Rolo Duarte, conhecido cronista da nossa praça, sentenciou:
“Em Portugal ser autarca é bem melhor do que ser ministro”.
Ele que vá gozar c’o caralho!

E “a vida é bela”, como disse algures a(o) Asardanisca num comentário. E vem-me à memória aquele filme em que um pai, hóspede forçado num campo de concentração nazi juntamente com o seu filho, procura fazer crer a este que aquilo é tudo uma reinação…

Os Petro-Para-Sitas


Menos ais
Queremos mais
Crêmos mais
Queremos mui-to mais
..................

13.7.06

Cara Sardanisca

Já que me pedes, vou deixar falar mal de tudo e de todos.
O Hitler era um gajo porreiro.
Os israelitas (vulgo judeus) são amorosos.
O George Bush é altruísta.
As tias de Cascais afirmam-se pela superior inteligência.
O Duarte Silva é um homem culto.
A religião é uma coisa bela e necessária.
E etc.
E foda-se, como diria o Cínico, o nosso mais lacónico comentador.
E eu sou um pobre demente mental, um anarquista do caralho, um terrorista de merda que devia estar em Guantánamo.
Espero que esta última conclusão seja do teu agrado...

Pergunta aos residentes no município da Figueira da Foz

Definitivamente, está na moda as câmaras municipais amordaçarem os órgãos de comunicação social dos respectivos territórios, sob a forma subsidiária da "publicidade institucional"...
Também se passa o mesmo na Figueira da Foz?

O império do mal.

Limas, margaridas e merdas afins

Ao mesmo tempo que pedi à D. Arminda a costumeira litrada de bagaço, abri a revista (Notícias Magazine, “servida” aos domingos pelos jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias) que estava em cima da mesa onde me sentei.
E a coisa prometia: “um actor que se transformou num produtor teatral de sucesso e uma estrela pop dos livros”.
Tratava-se, no primeiro caso, de um tal de Pedro Lima, de quem nunca tinha ouvido falar. Pelo que me é dado a ler, o homem deve ser sobredotado, pois dele se diz que “conseguiu afastar a imagem de poster boy”. Os meus parabéns, portanto.
A “estrela pop dos livros”, como não podia deixar de ser, era a Margarida Rebelo Pinto, "escritora" que me faz lembrar uma empresa de assentamento de tijolo ao metro.
A entrevista – a dois – é digna de ser lida na íntegra. Contudo, para poupar trabalho àqueles que fazem o favor de ler este Blog, passo a anotar os momentos que se me afiguram mais importantes:
Dirigindo-se ao Pedro Lima (adiante designado PL), diz a Margarida Rebelo Pinto (MRP):
- “Tu és como eu: trabalhas muito! Fazes várias coisas ao mesmo tempo. Estamos sempre a inventar trabalho. Vejo-te sempre muito activo”.
Pondo de parte esta semântica de engate, deve assinalar-se que estamos a falar de pessoas com preocupações sociais. Eles até inventam trabalho, vejam lá vocês…
E se acham que exagerei quanto ao engate, atentem na resposta do PL:
- “Pois… quando digo sim a uma coisa empenho-me ao máximo e gasto todas as minhas energias até cair para o lado. Desconheço se isto tem a ver com algum desejo de não falhar… Isto não quer dizer que não desista – já estive várias vezes perto de desistir”.
Ainda bem que as criancinhas de hoje prescindem da leitura…
Não quer isto dizer que a MRP e o PL se tenham enrolado durante a entrevista. Antes pelo contrário, este último deixou bem claro que não tem vagar para essas coisas:
- “Já dei por mim a trabalhar das oito à uma da manhã. Quando estou acordado estou sempre a trabalhar e naquela meia hora que tenho para a família já estou de rastos”.
Por esse andar, Sr. PL, a sua esposa ainda recorre ao mercado externo…
Mais adiante, a MRP informa-nos:
- “Eu vivo para escrever, sempre vivi e sempre hei-de viver. A verdade é que sou muito organizada. Antes de mais nada só escrevo com luz do dia. Nunca acendi um candeeiro para escrever um texto. Não sei o que isso é… à noite entro num outro registo, é como se mudasse de estação de rádio. Também nunca escrevo nas férias nem aos fins-de-semana, ando é sempre com caderninhos para tirar notas”.
Fico perplexo! Não escreve à noite, nem aos fins-de-semana ou sequer em férias… Assim sendo, como é que a mulher arranja tempo para escrever tantas banalidades?! Cá para mim, isso de mudar de registo à noite tem muito que se lhe diga…
Mas o melhor está para vir… Questionada sobre a eventual pressão do público, MRP é taxativa:
- “Eu tenho uma óptima barreira: em qualquer lado sou sempre a escritora, mesmo perante a menina da caixa do hipermercado”.
A MRP considera-se uma escritora! E depois eu é que sou drogado e bêbado…
Mais, a MRP considera a “menina da caixa” uma potencial compradora dos seus livros. A comparação não deixa dúvidas: de um lado a grande escritora e de outro a plebeia literária…
Se alguns utilizam a “empregada da limpeza”, o “taxista” ou mais modernamente o “Xavier”, a MRP recorre à “menina da caixa”, coitada, que se calhar até lê (já que falamos de escritoras) Agustina Bessa Luís, essa mulher fútil e analfabeta, que não vende sequer metade dos livros da Margarida.
Confessa ainda a auto-proclamada escritora:
- “Quando comecei a publicar recebia sempre umas cartas de uns senhores que achavam que eram os homens da minha vida. Tipos com quarenta anos, jipe, um labrador e um monte no Alentejo – só clichés. Curiosamente, depois desapareceram”.
Então, Margarida, tendo em conta a literatura que produzes, que esperavas dos teus admiradores senão clichés?!
Mal por mal, preferiria ler o que a mulher escreve do que “comê-la”. Contudo, partindo do princípio de que os gostos não se discutem, deixo aqui um conselho aos quarentões com jipe, labrador e monte no Alentejo: se estão verdadeiramente interessados em deitar-se com a coirona… vejam “O Sexo e a Cidade” (seja lá isso o que for), pois a tipa garante:
- “Quando conheço um homem que não goste de O Sexo e a Cidade deixo de falar com ele”.
Foda-se! Como é que alguém que acaba de conhecer alguém “deixa de falar” com esse alguém? Isto é muita literatura, caralho… E mais a mais desiludam-se, quarentões do jipe. Cheira-me que a rapariga gosta mais de berbigão do que de macho…
- “Nem percebo muito bem quando têm inveja de mim – apenas sinto que existem umas ondas e uns fenómenos… Enfim, ligo pouco”, assevera-nos a prolixa escritora.
Porra, que deve ser gente muito desgraçadinha da vida! Nunca me passou pela cabeça que alguém pudesse invejar a mulher. Acho mesmo que o Estado, sempre pronto a acudir aos desfavorecidos sociais, deveria pensar também nos desfavorecidos da cabecinha!
A gaja insinua invejosos mas não avança nomes. Será o Fernando Pessoa, o Eça de Queirós, o Aquilino Ribeiro, o próprio Camões? Se calhar são estes todos, pois nunca fiando em mortos que permanecem vivos naquilo que escreveram, ao contrário da Margarida que, até ver, vai vivendo da mortificação da literatura…
E para terminar em beleza, uma tirada verdadeiramente “lilicaneciana”. Diz MRP ao PL:
“Somos os dois pessoas absolutamente normais e gostamos os dois da normalidade. Gostamos também de ir passear com os cães e até andamos imenso de metro. Eu até vou à Feira de Carcavelos!”.
Vejam lá que a rapariga é tão normal que até vai à feira de Carcavelos! E o “até”, parece indiciar que a dita cuja não tem as feiras em grande conta… Mas negócio é negócio. Provavelmente, é nas feiras que se vendem mais os livros que ela caga…
Margarida: ainda tenho esperança de que ganhes o Prémio Nobel da Literatura, entregue pelo Toni Carreira na feira dos três, na Ferreira, e na presença do Pacheco Pereira, que se encarregará de dizer que o José Saramago não sabe escrever, por causa da mão esquerda. O Vasco Graça Moura também lá estará, para defender que a literatura só é possível se escrita com o braço direito.
E se não chegar, a gente chama o Luís Delgado. Ao que parece, não há quem faça melhores minetes. É preciso é que te venhas pelo lado direito!
É nisto que dá falar sobre literatura…

12.7.06

Para observarem e descontrairem... espero que gostem...

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Rir, chorar ou fugir....???????



Propaganda da ignorância

Lembram-se de vos ter falado das asneiras que na Internet se lêem sobre a "história" de Alhadas, como é o caso do "Figueira.net" e da "Wikipedia"?
Então não é que um suposto alhadense se lembrou de prantar tais "coboiadas" num blog, que refere ser o "verdadeiro Blog da Freguesia das Alhadas"?!
Pelo exposto, não aconselho a visita ao tal blog (alhadas.blogspot.com). A não ser, como é óbvio, que se esteja interessado em informação que não presta...
Mas se o conteúdo é de grau zero, o "bloguista" de serviço deixa o aviso: "imitações rascas de ditos alhadenses mantenham-se longe".
Cuidado com eles...

Para acordar o pessoal... Guerra no matagal.

Bola 4

Escreve um tal de Rui Santos, no Correio da Manhã do passado dia 9:
“Se houvesse um referendo entre a liderança de Sócrates e a de Scolari, os portugueses votariam Scolari. É assim a subcultura de um povo que vê nas vitórias da Selecção o conforto para o estômago”.
O Sr. Santos considera, pois, que os portugueses são uns calhaus que não distinguem o futebol da política, áreas que aliás se interpenetram e complementam.
Permita que lhe diga, Sr. Santos, que tal raciocínio se parece basear mais no estômago do que na cabeça.
Foda-se! Quem ler V. Ex.ª ainda há-de acreditar que o Sócrates é um homem de cultura…
Ao menos no futebol, quando os resultados não surgem recorre-se à celebrada chicotada psicológica, normalmente por pressão dos adeptos da “subcultura” de que fala o Santos.
Ao nível da política, pelo contrário, quem leva as chicotadas são os adeptos. Os treinadores limitam-se a fazer substituições quando as coisas não correm bem. E se aqueles são fraquinhos, os jogadores, titulares e substitutos, não jogam a puta de um corno e ainda por cima faltam regularmente aos treinos, quando não aos jogos (o José Peseiro devia dar um excelente primeiro-ministro!).
E o pior é que, por este andar, os políticos reformar-se-ão mais cedo ainda do que os futebolistas…
Os adeptos e sócios (à força) do Clube República, esses subcultos de que fala o Santos, que gozem a reforma quando morrerem…
Pois, pá, o país não avança porque os trabalhadores são uns malandros!
Não fossem os políticos e os futebolistas…

Bola 3

Neste caso é mais… não bater bem da bola.
Então os D’zert ousam comparar-se aos GNR ou aos Xutos?! Se não for Nossa Senhora de Fátima, de quem se diz acudir aos pobres espíritos deste mundo, quem poderá valer a estas pobres crianças?

Bola 2

Ao contrário do Zidane, o Luís Figo não soube acabar a carreira (na selecção) em beleza.
Então não é que no final do jogo (que “perdemos”) com a Alemanha, o gajo saiu de campo abraçado ao guarda-redes dos adversários, aplaudido pelo estádio inteiro. Que falta de categoria!
Talvez por isso, chegado a Portugal ainda afectado pela triste figura, ofereceu-se para baterista dos D’zert, os tais que já afirmaram querer chegar ao 25 anos de existência, como os GNR e os Xutos…

Bola 1

À primeira vista parece boxe. O adversário vai ao tapete após umas valentes murraças aplicadas com a direita, como indicia o punho ligado do vencedor. Nada mais errado, pois a foto abaixo capta a última jogada da carreira de Zinedine Zidane, fabuloso jogador de futebol.
Entre outros recursos de altíssimo nível técnico, o homem sempre nos habituou a simulações verdadeiramente espantosas, mas esta, meus senhores, foi perfeita, com o adversário a cair de costas. Nem o Chalana, pá!
Tomariam os jogadores portugueses, esses batoteiros violentos que são a vergonha do mundo futebolístico…

11.7.06

Para animar o pessoal... andam aqui umas guerras...

Uma mulher está na cama com o seu amante. Em plena acção, um barulho na fechadura da porta assusta-os.


Como todos sabem, os apartamentos modernos não tem espaço debaixo da cama, o beiral é ridículo e a varanda inexistente. Para piorar, ela mora no 12º andar. Ela volta-se para o amante e sem se abalar, diz:

- Fica aí, de pé, imóvel e não digas nada!

O marido chega:

- Surpreendida, querida? O meu voo foi antecipado, acabei a reunião mais cedo.

Entretanto ele vê o tipo pelado, em pé no quarto, pergunta:

- O que é isto?

A mulher:

- Acabei de recebê-lo, é o meu robô-escravo sexual "powered by Microsoft".
Ainda tem carinha de Bill Gates, não achas? Como estás sempre a viajar, em reuniões... etc., nunca sei o que fazes quando estás sozinho no quarto do hotel...
Sabes, este robô é como um vibrador, em tamanho grande. Não preferirias que eu fizesse amor com o bombeiro ou o vizinho, né ?!

O marido:

- Deixa isso de lado, estou com uma vontade louca de ......

Ela, que já se tinha esgotado no amante, responde:

- Oh querido, não, estou com uma tremenda dor de cabeça...

- Droga, é sempre assim...! Bom, estou com fome também. Preparas-me qualquer coisa para comer, por favor?


-Claro, querido!!! Diz ela e sai.


Entretanto, olhando para o robô, ele pensa: "O que é bom para ela é bom para mim..." Já com as calças em baixo, ele decide "enquadrar" o amante azarado!

Neste momento uma voz metálica diz:

- Er-ro de sis-tema , en-tra-da re-ser-va-da USB.
- Robô filho da mãe! - diz o marido louco de raiva e já colocando-o sobre os ombros para o atirar janela fora... O amante apavorado, envia nova mensagem:

- Win-dows XP re-i-ni-cia-li-za-do. Quei-ra ten-tar no-va-men-te...!

Assim vai este país...

Como prémio pela participação no Mundial, cada jogador nacional vai receber a módica quantia de 50 mil euros.
Segundo acabo de ler, a Federação Portuguesa de Futebol quer que essa massa seja isenta de IRS, uma vez que a selecção contribuiu para a "divulgação e prestígio" do país.
E um das Caldas, não querem?

Resposta final ao Brutus (de brotoeja?)

Bronco:
É a última vez que perco tempo contigo, pois não estou aqui para alimentar polémicas com “comentadores”.
Devo no entanto sublinhar que, se alguém partiu para o insulto pessoal foste tu, na tua primeira intervenção. E eu, quando me insultam gosto de responder no mínimo em triplicado. Aliás, só volto a referir-me a ti porque arrotaste, no teu português macarrónico, umas observações que merecem ser reflectidas.
Dizes tu: “se fumasses menos deixavas de andar com esses olhos todos fodidos”. Diz-me lá, cromo, onde foste buscar tal ideia? A esta gostava que me respondesses…
E quando referes, a propósito das ‘cabeçadas’, que isso “é só por detrás do monitor” (provavelmente querias dizer “por trás”… mas já vi que a língua portuguesa não é o teu forte), devo informar-te que terei todo o prazer em repetir pessoalmente as afirmações que fiz. Se quiseres identificar-te, envia um e-mail para sisnando@sapo.pt. Eu na volta identifico-me e a gente pode conversar melhor sobre o assunto. Estás à vontade…
E terminas a resposta ao meu texto, razão pela qual estou a escrever estas linhas, dizendo:
“Continuo a postar enquanto o entender, enquanto continuar a ler posts relativos a uma vila, boa ou má à qual não mostram qualquer respeito. Isso de dizer o que se quer e apetece na Internet é muito lindo, não percebo é porque de não quererem dar a cara. / Se o meu português é mau isso já é comigo, não queres ler tens bom remédio para além que podes sempre começar a moderar”.
É contigo o teu “mau português”, dizes e com toda a propriedade. O problema é que, sob os mais elementares pontos de vista linguísticos, o que escreves é tudo menos “português”. Mas se te sentes feliz assim… Mas o que espanta, mesmo, é que digas que eu (embora tenhas utilizado o plural) não respeito a vila de Alhadas…
Meu cabrão de merda, se conseguires apontar um exemplo – um que seja – de que eu tenha desrespeitado Alhadas… passo a tratar-te por Excelentíssimo Senhor Professor Doutor! Ouviste, tinhoso?
Para variar, uma introspecção ou umas leiturazitas não te fariam mal, rapaz. Ou serás daqueles que tudo aprendem por si próprios, que produzem auto-conhecimentos? Daqueles que, apesar disso, quando a vida lhes corre mal atribuem a culpa à puta da “sociedade”...?
E reiteras, parvamente orgulhoso, que eu tenho inveja dos putos-psd, facto que diz bem da tua capacidade para interpretar aquilo que lês…
E quanto a este assunto ponto final.

E quanto ao resto, hoje como ontem, o meu “lugar” está à disposição de quem me convidou para intervir neste espaço.
Se esse alguém entender que dou má fama ao Blog e a Alhadas...

10.7.06

asardanisca


..."há uns que nos tocam o corpo sem nunca nos terem tocado a alma... e há outros que nos tocam a alma sem nunca nos terem tocado o corpo"...

Virtual..

"...Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia atribulado, para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem de férias que à tempos não sei o que são. Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga, uma salada e um sumo delaranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é?Abri o meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim: -Tio, dá uma moedinha?-Não tenho, menino. -Só uma moedinha para comprar um pão. -Esta bem, compro-te um. Para variar, a minha caixa de entrada esta cheia de e-mails. Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas.Ah! Essa música leva-me a Londres e a boas lembranças de tempos idos. -Tio, peça para colocar margarina e queijo também. Percebi então que o menino tinha ficado ali. -Ok. Vou pedir, mas depois deixe-me trabalhar, estou muito ocupado, ta? Chega a minha refeição e junto com ela o meu constrangimento. Faço o pedido do menino, e o garçom pergunta-me se quero que mande o garoto ir embora. Meus resquícios de consciência, impedem-me de dizer. Digo que esta tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição decente para ele. Então ele sentou-se á minha frente e perguntou: -Tio o que está a fazer? -Estou a ler uns e-mails. -O que são e-mails? -São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de maiores questionários disse): -É como se fosse uma carta, só que via Internet.-Tio você tem Internet?-Tenho sim, é essencial ao mundo de hoje. -O que é Internet ? -É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual. -E o que é virtual? Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai-me libertar para eu poder comer a minha refeição, sem culpas. -Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar ou tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse. -Espectáculo isso. Gostei!- Rapaz, entendeste o que é virtual? -Sim, também vivo neste mundo virtual. -Tens computador? -Não, mas o meu mundo também é assim... Virtual. A minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo, eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que passa o dia a chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa; a minha irmã mais velha sai todos os dias, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, pois ela volta sempre com o corpo; o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas eu imagino sempre a nossa família toda junta em casa, com muita comida, muitos brinquedos, de Natal e eu a ir para a escola para um dia ser medico. Isso é virtual não é tio?..."

Vamos então ao Brutus...

O espécime em questão, que apresenta inequívocos indícios de poeira mental, deixou alguns comentários nalgumas "postagens" da minha autoria, pelo que passo a escrever de minha justiça.
Diz o animal:
1. "Eu até percebo o facto de um grupo de 'putos' ganzados quererem ter o seu blog e falarem à vontade no meio da sua histeria causada pelo uso de narcóticos, agora o quererem envolver o nome das Alhadas no meio dos vossos devaneios não me entra na minha cabeça... Aquardo os posts decentes..."
Ó Brutus, o facto de sermos putos não significa que não aceitemos putas na redacção, pelo que já sabes, podes endereçar o convite à tua mãezinha. Relativamente ao resto, não me custa a crer que as coisas não entrem na tua cabeça, pois a dita cuja está a abarrotar de merda... Olha, fuma umas ganzas, a ver se te passa a histeria. Sempre é melhor do que essas drogas que fornecem nas juventudes partidárias!
2. "A criticar os teus próprios irmãos? Também na altura existiam portante os 'paneleiros' que davam importancia à aparência, o casamento era uma farsa, quem sabe um dia tu já não precises de ir à holanda para te casares com o teu amor".
Esta veio a propósito do meu texto sobre os putos das Oficinas de São José e, face ao teor do comentário, a melhor resposta seria um par de cabeçadas nos cornos. Como eu não sei quem é o filho da puta, tenho de ficar-me pelas palavras. Parece que o cabrão acha bem o que aconteceu, provavelmente por a vítima ser transexual. É esta a juventude que temos! Quando ao resto, Brutus, é verdade, sou paneleiro: na Holanda, como em Portugal, tenho enrabado o teu pai à força toda. Só espero que não tenhas nascido dessas enrabadelas. Era um desgosto do caraças!
3. "Lmao, cheira-me é a 'dor de cotovelo', sinceramento eu não compreendo essa febre dos partidos e de ir para a JSD ou JS mas sem dúvida que este post trás uma dor amargua de inveja..."
Brutus, Brutus, achas que tenho inveja de ser um bardamerdas que, ao invés de procurar trabalho, se alista num partido político em busca da teta da República? És mais parvo do que pensava.
4. "É com prazer que vejo criticarem o helder postiga por 30m de jogo e não o fazerem ao grande jogador queijeiro aka pauleta que ficou a dever 75m ao banco... De futebol deves perceber muito, ou então os jogos da selecção são só uma desculpa para te poderes enfrascar à vontade."
Não vou discutir futebol. Apenas deixo um reparo: será que quando te queres enfrascar precisas de arranjar desculpas? A mãezinha controla o menino, é? De qualquer maneira, de uma coisa estou certo, o meu cérebro, mesmo embebido em álcool ainda desenvolve qualquer coisita. O teu, supondo que o tens, pouco mais fará que peidar-se.
A terminar, Brutus. Caso queiras enviar mais comentários... melhor será que os escrevas em português, caralho. Olha que a tua escrita está ao nível da meloa que trazes em cima do pescoço.
Já me esquecia: se ainda não te alistaste no PSD (o que não acredito, cá para mim és um desses candidatos a chulecos) é melhor que o faças. Os gajos precisam lá de paralíticos mentais como tu.

Brutus

O gajo escolheu logo um nome de traidor. Será por acaso?
Falo, pois, do Brutus, que parece não ter gostado das "bocas" aos putos-psd e ao Hélder Postiga, esse estraga-fodas futebolísticas.
Eu, para ganhar a vida tenho de trabalhar, pois não estou filiado em qualquer partido político.
Quero dizer, hoje não tenho vagar para falar de virgens ofendidas.
Fica para amanhã.

7.7.06

Foto Reportagem: O Multifacetado Peter Crouch

Ó Marroquino, que é feito de si?

D. Afonso Henriques

vão-lhe mecher nos ossos a ver se era grande e se bem se alimentava se era doente ou saudável, quantos anos tinha quando morreu se tinha os dentes podres ou saudáveis, se o figado era basso do vinho ou se bebia pirulitos se era grande ou pequenino se tinha bigode farfalhudo ou um busso miserável. Era ontem ó Caga-Boi interessado da história, tambêm eu tinha alguma curiosidade mas, segundo a TSF ninguêm avisou o ministro e o gajo truflas impugnou as investigações e os ossos do D. vão ficar em paz mais algum tempo até que o D. Ministro se digne autorizar a leitura dos ossos do D. Afonso, também entendo, então vão mecher nos ossos do pai da pátria e não passam cartão ao ministro responsável pelos ossos do pai da pátria? era o mesmo que irem ao meu quintal desenterrar os ossos das dezenas de gatos, cães, galinhas, patos, gajas, que tenho por lá enterrados sem a minha expressa permissão.

Vamos então esperar a desejada autorização do ministro para satisfazer a nossa curiosidade e esperar que não surja nenhum desses investigadores parvos com vontade de comer uma sopa feita dos ossos do D. Afonso Henriques pai da pátria.

Os filhos - legítimos - de São José

Como toda a gente sabe, Jesus Cristo nasceu da relação extra-conjugal entre a Virgem Maria e o Espírito Santo.
E foi bem feito, diga-se! Então o São José, reputado carpinteiro, casou-se e a esposa mantinha-se virgem?!
Impotente e corno? Sim, mas também hábil empresário...
O facto de ter sido o Espírito Santo a desflorar-lhe a mulher não é inocente. Aliás, prova que já nesses longínquos tempos os homens se hipotecavam à banca.
Provavelmente, o São José solveu assim o endividamento para com o Espírito Santo, com quem tinha contratado um crédito para a compra da casa, da lua de mel e requalificação da oficina de carpintaria.
Deste modo, o homem equilibrou as finanças e até pôde aumentar o rebanho de cabras, facto aliás indispensável à sua manutenção física...
E como não há bela sem senão, que os bancos são fodidos (não esqueçamos que o Espírito Santo, entre outros santos do género, só responde perante Deus), o São José lá teve de engolir o bastardo, que passava a vida a lembrar-lhe que o seu pai era outro.
E São José viria a vingar-se!...
Negligenciou o rebanho das cabras e começou a pôr-se nas empregadas de limpeza da carpintaria. E a cachopada foi crescendo...
Assim nasceram os putos das Oficinas de São José, chicotes de Deus sobre os pecados, como por exemplo o da transexualidade...
E como Deus escreve direito por linhas tortas - e a imolação de cordeiros caiu em desuso - os filhos de São José durante pelo menos dois dias, foram espancando um sem-abrigo transexual do Porto! Vendo que o pecador se estava a finar, entregaram-no a Deus, atirando-o a um poço.
E fez-se justiça, ou não revelasse a autópsia que o diabo do homem morreu afogado. Logo, não foi da porrada que lhe deram.
E agora, pela morte de um pecador, as criancinhas, segundo o Diário de Notícias, "não podem ser sujeitos a penas de cadeia, mas arriscam medidas tutelares de internamento em centro educativo até ano e meio".
Será isto mau ou bom? A mim, internamento em centro educativo parece-me coisa de gente fina, mas nunca fiando...
Mesmo admitindo que se trata de um castigo, não se compreendem bem os motivos que lhe subjazem, pois a rapaziada até admitiu que os actos cometidos foram "por divertimento"... Caralho! Se um gajo não se diverte enquanto é jovem, quando é que o fará? Além do mais, os catraios negaram que o seu objectivo fosse "matar ou sequer a ideia de que a morte poderia acontecer com os espancamentos.
Há dúvidas?
O início do julgamento realizou-se à porta fechada, dado que o Tribunal de Família e Menores entendeu que a presença de público e de jornalistas seria "susceptível de afectar o equilíbrio psíquico e psicológico dos menores aquando dos seus depoimentos".
E têm toda a razão, os engenheiros da obra legislativa. Se equilibrados são o que são, imagine o leitor o que seria se os meninos se desequilibrassem... Partiam tudo, que nem o Avelino Ferreira Torres.
Deixai vir a mim as crianças, pois delas será o reino dos céus, já o dizia o filho da Virgem de São José.
E porque o texto vai longo, terminaria com as palavras de um dos advogados de defesa dos putos, a propósito de uma "recomendação" do Parlamento Europeu, sugerindo medidas mais severas do que as preconizadas, o tal "internamento em centro educativo", que poderá ser "em regime semiaberto ou aberto". Um luxo, portanto...
Confrontado, pois, com tal questão, o tal advogado declarou que "todas as formas de pressão contrariam aquilo para que a Justiça foi feita".
Tal afirmação remete-nos para múltiplas leituras, pelo que o final do presente arrazoado terá de ficar ao critério do leitor.
De qualquer forma, pergunto-me: para que foi feita a Justiça?

6.7.06

Restaurante PSD Alhadas - almoços e jantares

Um leitor mais atento à minha ignorância sobre os putos-psd alhadenses fez o favor de me enviar uma esclarecedora foto, batida num momento em que o pai-psd alimenta as suas crias.
Só espero que elas não venham a morder a mão ao dono, por causa do tacho. Por enquanto limitam-se a comer no prato...

O respeitinho é muito lindo.


Depois de longas horas de conversa da treta e alguns segundos de sexo convenci-a a mostrar o
bikini. Se se portarem bem ela mostra o resto daquele lindo bronzeado, conseguido a muito custo naquela casa junto ao mar. Vejam lá como falam para ela agora!


A propósito do jogo de ontem à noite

Entre os franceses, o jogador que mais gostei de ver actuar foi aquele que andava com um apito na boca. O cabrão teve pormenores de classe! Jogou com grande subtileza.
Mas também tinham lá outro craque à maneira, um tal de Helder Postiga, lançado na segunda parte para atrapalhar o ataque português, missão que desempenhou na perfeição.
O que mais me irritou, porém, foi o filho da puta do treinador dos arrogantes merdosos dos franciús, aquele que lá andava com uns daqueles óculos que se vendem nas lojas dos chineses. O tinhoso e as suas sinalécticas estavam mesmo a pedir uma cabeçada naqueles cornos!
E mais não digo, que já me estou a enervar...

5.7.06

O futebol faz muito barulho.

Soube agora por um jornal regional que o mundialito não se vai realizar este ano na Figueira da Foz. E o presidente da câmara justificou-se por haver muitas queixas relativas à poluição sonora, uma justificação reforçada ainda pelo facto de 60% dos apartamentos serem segundas habitações que servem para descanso no fim de semana.

Ora, retenção de custos não era uma justificação mais que plausivel?
Quem mora em "primeiras" casas não tem direito a descanso?

Eu até nem gosto de os ver a jogar á bola na praia. Mas e aquele movimento avenidal de bikinis coloridos?

De certeza que aquele tradicional passeio dos tesos pela avenida, (de mini claro), vai ficar mais pobre e cinzento.

Betos da região: Sábado há Festa no Botes

VENHA MARTELAR CONNOSCO

SEJA HISTÉRICO

Cobras e lagartos

Venho por este meio apresentar o meu sincero pedido de desculpas ao blog.
Ás vezes não consigo suster os ímpetos. É uma tendência natural agressiva, principalmente quando se acabam os comprimidos. Como já toda a gente deve saber o estado não comparticipa medicamentos para o síndrome do BMW do vizinho, essa terrível doença que não raras vezes surge quando afogamos demasiado os cornos na televisão. Contudo bebo uns bagaços para acalmar e fico todo parvo a pensar como seria se não existissem pessoas para nos lembrar da nossa condição social, desde aqueles que vão buscar a reforma e que gastam metade no autocarro e a outra metade no vinho (porque o vinho dá saude!) até a outros que já não têm aonde gastar e conseguem fazer os outros gastarem por eles e para eles.

Mas enfim, a selva humana é mesmo assim.
Entendam-se como quiserem, e desculpem-me mais uma vez.

4.7.06

Sardanisca

Em sociedade vivem as formigas e as abelhas e etc.. Nós, o ser humano, vivemos em conpetição feróz predando-nos uns aos outros. As organizações públicas se me prestassem uns grandes serviços, eu não teria por certo medo delas...

Quanto a democracia, fica aqui uma exigua defenição "sociedade que garante a liberdade de associação e de expressão e na qual não existem distinções ou privilégios de classes hereditários ou arbitrários".

Acreditas numa democracia com V I P,s??.

Nem sei o que dizer...

3.7.06

Chegou-nos esta carta à redacção:


Não respondi mal ao animal. Deixo a batata quente ao critério dos leitores e intervenientes.

Obrigado, Sr. Director

Acabo de receber a confirmação da aceitação da minha baixa, garantindo-me o Sr. Director que receberei o ordenado como se estivesse a trabalhar.
Assim sendo, vou pensar melhor sobre a minha decisão de me demitir das funções que ocupo, que é como quem diz o precioso espaço que aqui ocupo.
É que recebi um convite do Blog dos Morangos com Açúcar (agora não me ocorre o endereço), um lugar onde se fala de coisas verdadeiramente importantes. Até já tinha pensado no título da minha primeira crónica: "Floribella e o seu vibrador com colhões de pau"...
Tenho de reflectir.

Diário da República online.

Acabei agora de saber que o Diário da República está online.
Varejei-o de imediato.
Curiosamente encontrei uma portaria (se é assim que se pode chamar) que aprova um
modelo de livro de reclamações aplicavel às autarquias locais.
Não custumo lá ir comprar nada e, não sei se se aplica, mas não raras vezes já pisei em buracos na via, assim como noutros buracos afins.
Alguem sabe quais são as competências e os serviços públicos que as autarquias fornecem
para que eu possa lá ir reclamar já amanhã?

Um abraço e peço encarecidamente à administração para não darem baixa ao nosso caga boi,
pelo menos até quarta feira. Podem no pôr a soro depois por um mês.

António Homem Cardoso

...é um homem, meu desconhecido. Estive a ler uma entrevista do individuo na revista Sábado, passe a publicidade - já passou?? - adiante, um homem com certo carisma, uma infância desgraçada com porrada do tio padrinho, merceeiro em Lisboa. Enfim, lá se conseguiu virar a tirar fotografias pelo mundo. Curiso mesmo são duas frases que ele larga na entrevista e que passo a citar com vossa licença:

-Á pergunta do jornalista "É preguiçoso?", responde: "Ser trabalhador não é mérito nenhum. Aquilo que não se faz por talento e paixão é uma espécie de condenação.".

Eu diria mais, trabalhar é contra a natureza do ser humano. E quem disser o contrário está a ser hipócrita. Por alguma razão o que eu vejo mais são cidadãos laboriosos e trabalhadores, à espera de sábado.

-O segundo dito curioso do Homem é "A sociedade mudou muito depois do 25 de Abril. Vivi 30 anos num regime que não me deu nada e vivo há 30 anos num regime que me quer tirar tudo.".

Numa alusão clara?? aos chulos que nos chupam o sangue o suor e a puta da carteira.

Pedido de baixa

Ex.ma Administração deste Blog:
Em virtude da monumental borracheira de Sábado passado, por ocasião do Portugal-Inglaterra, venho solicitar que me seja concedida uma semanita de baixa.
Para que tal me seja concedido, informo que abdico dos meu direitos sociais, à excepção dos subsídios de tabaco e bagaço.
Pede deferimento, 03-VII-2006, Caga-Boi

2.7.06

Foda-se, caralho e outras expressões libertárias

De acordo com as mais recentes pesquisas, o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz. Ocorre-me pensar que este blog afinal, é feito por pessoas absolutamente serenas.. Mas voltando à pesquisa, existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta-nos a auto-estima, agiganta-nos o espírito. Reorganiza as coisas. Liberta-nos. "Não queres sair comigo?! então, foda-se!" "Vais mesmo querer decidir essa merda sozinha?! Foda-se! decide lá então"

O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição. Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente valiosos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim vulgar, será esse português vulgar que vingará plenamente um dia.

"Com'ó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade como "com'ó caralho"? "Com'ó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática. A Via Láctea tem estrelas com'ó caralho, o Sol é quente com'ó caralho, o universo é antigo com'ó caralho, eu gosto de cerveja com'ó caralho...

No género do "com'ó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que tu te fodas!". Nem o "Não, não e não!"e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem. O "nem que tu te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto. Liberta-nos, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse para as nossas vidas.

Aquele filho cheira-a-leite de 17 anos atormenta-vos pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percam tempo nem paciência. Soltem logo um definitivo "Jorginho, presta atenção, filho querido, nem que tu te fodas!". O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, e mais uma vez sem qualquer problema de consciência, podem voltar para as vossas actividades favoritas.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pensem na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-nos outra vez nos eixos. Acalma-nos. Embebe-nos os neurónios de bem estar psicotrópico.

E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E da sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"? Já se deram conta, por certo, do bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e larga um: "Chega! Vai levar no olho do cu!"?

E pronto, retomamos as rédeas da nossa vida, a nossa auto-estima.

Mas seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do português vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!". Até ao momento, não foi ainda encontrada definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação. Expressão que, uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estamos a conduzir bêbedos, sem documentos do carro, sem carta de condução e se ouve uma sirene de polícia atrás de nós a mandar encostar. O que é que nos ocorre naquele momento? Pois é. "Já me fodi!"

Igualdade, fraternidade e foda-se!