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15.5.06

Peregrinagem

Desculpem-me a minha ausência. É que fui chamado a intervir numa gravosa inspecção em Fátima, nomeadamente em vários estabelecimentos de figuras religiosas, impróprias para consumo.
Parece que os peregrinos partiam os dentes ao tentar digerir essas figuras, uma acrobacia exclusiva de quem vive num raio de 30 Km.

Vida difícil esta de Inspector, se não fossem umas sandes fora do prazo, que lá haviam a montes, tinha de ir ao Gato Preto.

Alhadas - Vida Social

Para escândalo geral, no fim-se-semana que passou o Sr. Se-pagares-a-bica-levo-o-meu-carro, localmente conhecido pelo odor do corpo em que habita, acompanhado por uma monumental borracheira platinada que engatou na festa do Botes, entrou em delírio e cometeu a ousadia de lavar os pés na Fonte de São João, causando assim a morte de muitos peixes e a ira dos indígenas, que rapidamente formaram uma milícia para linchar o sacrílego.
Se a velha táctica de lavar os pés com os sapatos calçados ajudou o coitado do homem a não ser surpreendido pela turba em fúria, facto que lhe permitiu ganhar alguns metros, a sua sorte foi ter-se estatelado e desatado a vomitar, obrigando assim os seus perseguidores à retirada imediata.
Tanto quanto apurei, alguns elementos da milícia foram prontamente assistidos no Centro de Saúde, cujos serviços procederam de imediato à desinfecção do local dos acontecimentos.
Mas há males que vêm por bem. Sensibilizado com a situação, o assistente social da Junta de Freguesia, Dr. Rui Guerra, disponibilizou-se para dar banho ao homenzinho pelo menos duas vezes por ano.
Tão nobre atitude valeu elogios dos mais diversos quadrantes. Até esta hora, tinham dado entrada na Junta faxes da Organização Mundial de Saúde, do Tino de Rãs, do presidente dos Super-Dragões e até dos olhos e da barba do Bin Laden.
Nota importante:
Este texto foi elaborado a partir do Livro de Ocorrências da GNR de Alhadas. Qualquer diligência que esta corporação tenha efectuado é pura ficção.

As birrinhas do menino Carrilho

O Manuel Maria publicou um livro para explicar os motivos da sua derrota nas eleições autárquicas em Lisboa (2005).
Ignorante que sou, pensei que o rapaz havia perdido por insuficiência de votos para o efeito. Afinal, o desaire terá explicações mais profundas, pelo que o doutor Maria, talvez para não chamar mentecaptos aos que nele não votaram, atira-se, segundo parece, aos órgãos de comunicação social e analistas políticos.
O livro, modestamente intitulado "Sob o Signo da Verdade", foi apresentado por Emídio Rangel, o qual foi taxativo: "certamente incomodará muitas pessoas".
E não se engana o Rangel, também ele um Carrilho desta vida, sempre ligado a tudo quanto cheira a poder e dinheiro ou vice-versa, qu'isto das filosofias enche pouco a barriga. Aliás, eu, que nem sequer votei em Lisboa, até fiquei um bocadito incomodado, pois não tenho paciência para maus perdedores.
O Sr. Manuel faz-me lembrar os cromos da bola. Não fosse a bola no poste, a comunicação social, os jogadores adversários possuírem jogadores com ambos os pés ou, invariavelmente, o filho da puta do árbitro...
Contudo, o Sr. Carrilho não brinca em serviço e vai de contratar um craque para agradar à massa associativa. E logo o extremo esquerdo Zé Saramago, comprado a custo zero a um dos clubes rivais. Segundo apurei, a transferência só foi possível porque o atleta, apesar de predestinado para a modalidade, tinha uns problemazitos com o regulamento de disciplina, criando mau ambiente no balneário.
Certo é que o jogo foi perdido por números esclarecedores. Apesar disso, o Manuel Maria não resistiu a disparar em todas as direcções, chegando mesmo a insinuar que o árbitro perguntou por fruta e bebeu café com leite.
Apesar de não ter sido convocado para o jogo, devido a uma lesão no pé direito, Saramago não se coibiu de comentar as incidências da fatídica partida. Instado pelos jornalistas a comentar o anti-desportivismo do treinador, o talentoso esquerdino refugiou-se nos lugares-comuns do futebolista mediano, considerando que se tratou do "depoimento objectivo e fundamentado de alguém que travou uma batalha e a perdeu", não deixando de sublinhar que a derrota "dá-nos a saber como, porquê e por quem foi vencido". Nem o João Pinto dos Prognósticos diria melhor. O que certa gentinha faz para justificar os fracassos...
Moral da história: espera-se que os cromos da bola não sigam este exemplo e desatem a escrever livros, que não haveria eucaliptos para dar vazão.
Moral da história 2: o doutor Carrilho, autor de uma vasta obra filosófica que poucos conhecem e que só o próprio compreenderá, transmite-nos a ideia, mais do que de menino mimado, de homem ressentido com todos aqueles que não comungam da crença que o anima: que a humanidade não merece a sua inteligência celestial.
Eu imagino qual será o problema dele...
Tem, no seu próprio lar, um desafio a vencer que estará além das suas potencialidades.
É que aquilo deve ser muito jogo para quem está habituado a ganhar na secretaria...

O Código de Da Vinci

O Vaticano, a Opus Dei e o rebanho cristão andam nervosos (como sempre, que isto é gentinha que se enerva com qualquer merda). Tudo por causa de um livro publicado por um autor obscuro que aborda um tema tantas vezes tratado por escritores dignos do epíteto, como por exemplo o "nosso" José Saramago.
Confesso que não li o livro da polémica nem tenciono ver o filme a que o mesmo deu origem. o livro, porque os "best-sellers" me inspiram desconfiança, para não dizer aversão. O filme, porque cada vez tenho menos pachorra para os apelos da imagem.
Ao que parece, o livro giram em torno de um filho que Jesus terá tido com Maria Madalena e etc.
Assim às primeiras, faz lembrar as histórias da Margarida Rebelo Pinto: rasteiras e inofensivas. Isto digo eu, que além de uma ou outra citação, nunca li qualquer livro da referida alienígena. Certas pessoas que conheço gostam dos livros que a mulher põe que nem ovos, facto mais do que suficiente para fugir de tais leituras como o diabo da cruz, para utilizar a terminologia cristã.
Pelo que tenho ouvido, a sucursal da Opus Dei nos Estados Unidos exigiu que seja aposto no filme o rótulo de "ficção"!
Acho uma exigência perfeitamente razoável. Afinal, não é de ficção que se trata? Ou querem comparar com os chamados "filmes bíblicos", que se integram na categoria do realismo puro?
Uma tal de Benedita não sei das quantas, do Gabinete de Informação da Opus Dei em Portugal, garantiu que o livro em questão contém "falsidades históricas e religiosas sobre Cristo". não sabia os cristãos tão preocupados com a verdade histórica!
Presumo, pois, e ao contrário do que pensava, ser a Bíblia obra de outra seita religiosa que não a cristã, dado não conhecer literatura que mais tenha falsificado a existência histórica do homem de Nazaré.
Ou será realidade histórica que o homem, filho de um espírito santo e de uma virgem, multiplicava pães e peixes, curava cegos e até ressuscitava mortos? Se o homem era capaz de coisas destas, não será de admitir que emprenhou a Madalena, que até devia ser uma boa lasca? Afinal, quando ele ressuscitou ao 3.º dia, realidade histórica indiscutível, foi a Madalena a primeira a dar de caras - é como quem diz - com ele. Terá sido este último encontro a gerar o filho do Da Vinci.
E por que diabo querem os cristãos, à viva força, que Jesus tenha morrido virgem? Por ter nascido de mãe virgem?! Quem se fode com esta tara da castidade são os padres, que têm de ser humanos às escondidas, chegando alguns deles a serem-no às avessas, pecado também condenado pela Igreja. Haverá alguma coisa que a Igreja não condene?
Se o meu espírito fosse aberto à crença religiosa, estou certo de que seria muçulmano ou similar. Não me parece que esses gajos condenem a prática sexual. Qualquer padreco do Islão tem um ou mais mulheres.
Desculpem lá o vernáculo, mas tem de ser: os cristãos não fodem nem querem deixar foder!
Ainda não observaram que há pessoas que se estão a cagar para os valores que eles apregoam, que vivem segundo valores próprios, independentemente da concordância de qualquer homem ou instituição?
Metam-se na vossa vida. Guardem a vossa moral e não chateiem. Será pedir muito, seus quadrilheiros?
Tenho dito.

13.5.06

galegos cheguei.
o marroquino esta desculpado
é o único começado por mar.

12.5.06

Apelo à castidade

E agora ouvi que o reitor do Santuário de Fátima, Monsenhor Luciano Guerra, lançou um apelo à castidade.
Diz o gajo que "a castidade é uma urgência" e que "o sexo cria vícios e multiplica os conflitos"!
Nossa Senhora de Fátima! Ao que chegou o catolicismo!
A vivência no seminário, está visto, faz mal à cabeça da padralhada. E se fosse só à cabeça...
Só não os mando enfiar na Casa Pia porque isso é o que eles queriam.
Ouvi dizer que o Kissinger está em Portugal.
Não anda por aí um "sniper" desocupado?

Prontos

Ó Joãozinho acalma-te. De contrário quem tu mete todo dentro sou eu. Ó Anti-tu obrigado pelo testemunho que o advogado e o constituinte estão danados para me morder as canelas.

Mau, mau....

Dr. João, vá desancar o caralho. Já disse que quem escreveu essa merda foi um tal de Anti-tu.

O seu a seu dono

Tózito manda o advogado a casa do Anti-tu (seja lá quem for) que eu não tenho nada que ver com os vossos desmandos, OK?.

mar

É MAR, tás muito chão!!!.
Ex.mo Senhor Miguel Mouro:
A propósito do seu comentário ao texto "Internet dó!", fico contente por sabê-lo interessado na história da nossa querida vila de Alhadas.
Quanto à diarreia do historiador (será alcunha?) salazarista de que fala, tem origem nas feijoadas históricas de que o dito cujo tanto abusa.
Depois de ter lido o comentário de V. Ex.ª entrei em contacto com o ínsigne historiador do regime. Afinal, a alegada diarreia foi uma desculpa, pois o homem anda ocupado com a invenção de um novo facto histórico e, no momento em que V. Ex.ª o contactou, estava a tentar escrever uma lendazita que se ajuste ao facto histórico que tem em mente.
Mande sempre.

Orgulho Gandarês

Ainda bem que a Freguesia de Alhadas, ao contrário da congénere e vizinha de Moinhos da Gândara, não disponibiliza um sítio na Internet.
Não gostaria de estar na pele de freguês desta última autarquia, a qual, no dito sítio (jf-moinhosdagandara.pt) expende a ideia de "incutir aos nossos filhos o Orgulho Gandarês".
De facto é coisa de mau gosto, assim a modos que a fazer lembrar as paradas do "orgulho gay". Pior do que isto só mesmo o "orgulho racista" e/ou derivados.
Dou graças a Deus por não existir, tanto quanto sei, um "orgulho alhadense".
Sim, porque uma coisa é amarmos a terra onde temos raízes e outra, bem diferente, é levarmos a sério a nossa (precária) condição humana, que é como quem diz, transformarmos a ignorância e a estupidez em valores.
Nunca li o "Erro de Descartes", da autoria do português António Damásio, altamente conceituado porque reside no estrangeiro. Prefiro ler o "Erro de Deus", que afinal não é perfeito, como o comprova a sua obra-prima: a criatura humana, tão bera que deu cabo da omnipotência do pai. É que isto de nascer sem mãe não é fácil. Com estes antecedentes, não surpreende que mais tarde uma mulher tenha gerado um filho sem a respectiva intervenção masculina e, pasme-se, tenha continuado virgem. Bons cirurgiões, os daquele tempo.
Moral da história: a estupidez humana não tem xó nem arre. Tudo porque Deus fez o homem à sua imagem e semelhança.
E a que propósito vem este paleio?! Será do vinho, será da droga...?
Não percam as próximas novidades. Com um bocado de sorte, pode ser que morra um bardamerdas qualquer de uma qualquer merdonovela, que é prós teenagers portugueses poderem treinar a futilidade que lhes vai na alma.
E que Deus me perdoe por ser tão tolinho!

Internet dóiii

Infelizmente, digo eu, percebo pouco das histórias do passado. E do presente pouco percebo. Todavia, verifico que os "escribas" na maior parte das vezes querem é apresentar serviço, sendo pouco escrupulosos e nada convictos ou convincentes. Chegam ao ponto de se agarrarem como lapas a lendas nebulosas e darem-nas como certas - aqui á-os e montemor cá - estão lembrados?.
De qualquer forma e batendo na mesma tecla até que rache, comparo esses escribas aos pseudo arqueólegos que restauraram o nosso Dolmen. Uma obra que me desencantou completamente por tão falsa se mostrar, por tão mal enganar a realidade.
E qual é a moral da história?. Contas bancárias recheadas que aquela merda custou os olhos da cara ao depauperado herário público.
É fartar vilanagem...

Confissões de um audioinvisual

Sou um desgraçado sem eira nem beira nem televisor.
Tal facto coloca-me na condição de desfavorecido social e, pior ainda, na indesejável categoria dos desarranjados mentais.
Mas nem assim caio nas boas graças do Estado, melhor dizendo do actual Governo de inspiração socrática, que é como quem diz constituído por actores cuja máxima, universalmente celebrada, é "safa-te a ti mesmo" ou coisa que o valha que a filosofia não é o meu forte. Tenho mesmo de comprar a merda do televisor!
Dizia eu que o Estado não é sensível ao meu pungente drama, obrigando-me, através da taxa do audiovisual aplicada na factura da electricidade, a contribuir para o serviço público de televisão. Porque motivo terei então de pagar um espectáculo (degradante) que não presencio? Eis uma questão que lanço aos tiffosi do capitalismo ortodoxo e ranho daí decorrente.
Se não tenho televisão, como ocupo o meu tempo? Esta a pergunta que sempre me fazem e cuja resposta varia com o grau de intimidade que mantenho com o inquiridor.
A uns, digo que toco ao bicho (para não utilizar o palavrão masturbar) de 26 em 26 minutos. A outros digo que rezo pelos pastorinhos de Fátima, cujo terceiro segredo era o escândalo da Casa Pia.
E já que falo em Casa... Pia. Não acredito que o Carlos Cruz fosse capaz de enrabar putos, ou não se tratasse de um ícone da televisão portuguesa, mais habituado a enrabar o cérebro dos adultos (e adúlteras). Aliás, como toda a gente sabe, as pessoas famosas são sempre vítimas de cabalas fruto da inveja. É impossível que se dediquem a práticas como as referidas.
E quem se fode é o Bibi e é justo que assim seja.
Lá porque foi enrabado desde que deu entrada na Casa Pia (pelo visto uma praxe indispensável nesta instituição), nada justifica que tenha passado a fazer o mesmo aos recrutas que vão chegando. Muito menos angariá-los para satisfazer as taras dos ricos e poderosos, capazes de comprar advogados piores do que o diabo, os quais, melhor do que ninguém, sabem que a justiça não se compra. Paga-se.
E o Bibi é que se fode!
Onde isto já vai. Estou mesmo a precisar de um televisor!
Se os bloggers quiserem contribuir com uma moedita...

11.5.06

Internet dó!

No sítio "Figueira.net" pode ler-se que "Alhadas foi elevada a vila no século XII, sob o domínio de D. Fraile Pais" e que, "Em documentos medievais, como o foral concedido a Montemor-o-Velho, por D. Teresa e D. Branca, Alhadas e Maiorca são aí referidas". Noutro parágrafo, somos informados que "Depois de ser tornado vila (sic), em meados do século XII, foi considerada ou designada Couto de Alhadas".
Gostava de saber onde foram buscar a ideia da elevação de Alhadas a vila no século XII. Por certo, o escriba de serviço não compreende o alcance do termo "villae" que surge nos documentos medievais, utilizado para designar uma comunidade rural (aldeia) ou, menos usualmente uma propriedade rústica. Quanto ao facto de Alhadas ser citada no foral das infantas (diploma datado de 1212, acrescente-se), devo dizer que se trata de outra confusão. Garanto-vos que Alhadas não é referida neste documento cuja transcrição tenho à minha frente. Alhadas e Maiorca, como outros lugares, são assinalados, sim, no foral manuelino de Montemor-o-Velho, de 20 de Agosto de 1516.
Quanto a Alhadas ter sido, após a (utópica) elevação a vila, "considerada ou designada como Couto de Alhadas", devo também manifestar a minha estranheza, pois não se trata de considerar ou designar. Alhadas veio a ser couto pela simples razão de que, em 1166, foi coutada por D. Afonso Henriques ao mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.
Para rematar estas breves notas, e a propósito do coutamento de Alhadas, quero referir-me a um outro sítio que aborda o passado da nossa terra. Trata-se do "portugal.veraki.pt".
Aqui se refere o topónimo "Fonte Quente", que "apesar de pouco expressivo era já citado em 1143 por D. Afonso Henriques, numa carta de doação ao prior do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, S. Teotónio. a referida carta tratava da doação de metade das 'vilas' de 'Quiaios' e de 'Aimedi', tendo já sido comprada a restante metade, a D. Paio Guterres e D. Paio Mides, próceres afonsinos que as haviam recebido por doação, sendo assim provável que parte das 'vilas' que ficavam na íntegra a pertencer ao mosteiro e a este coutadas pelo rei, compreendessem pelo menos parte de Alhadas, se não a totalidade da povoação, uma vez que esta era seu couto e que a carta afonsina cita o seu limite no lugar de Fonte Quente."
Em primeiro lugar, como se infere do que se disse acima, Alhadas não era ainda couto dos crúzios, pois só o viria a ser em 1166. Antes disso, era senhoreada, tal como o castelo de Santa Eulália, por D. Gomes Pais.
Quanto a Fonte Quente, coloco algumas reservas quanto ao facto de ser a "nossa". Embora nada perceba de latim, por mais que observe o documento não consigo relacionar tal topónimo com Alhadas que, diga-se, nem sequer é referida no diploma em análise. Não entendo, pois, o motivo que leva o escriba a dizer que "a carta afonsina cita o seu (de Alhadas) limite no lugar de Fonte Quente" (fontem calidum, no diploma).
Por agora é tudo. O patrão não me paga para blogar. Se houver oportunidade, retomarei esta matéria com mais ponderação.
Fiquem bem.

b´dia

Pronto. Cá estou rapazes (e raparigas?? não há raparigas??). Sei que vocês já estavam a ficar desorientados sem a minha companhia. Fui vitima da tentativa de boicote por parte de um rufia da costeira. Mas safei-me. Tranquilizem-se. O meu ombro está ao vosso dispor para carpirem as vossas pseudodores idiotas.

10.5.06

Alto Comissariado para os assuntos d' Àlhada

O Alto Comissariado para os assuntos d' Àlhada reuniu e decidiu o seguinte:
Em nome da verdade dos factos e de uma certa dignidade pós-laboral de quem trabalha, não aceitamos publicidade a sítios onde a imoralidade e o bom nome dos cidadadãos alhadenses é posta em causa a partir do terceiro copo de vinho. São proibidas referências a locais de pouco culto moral e de vadiagem social pelo simples facto de as nossas vinhas terem sido deixadas ao abandono, por muitos daqueles que se levantam ao Domingo de manhã para frequentar esses ditos locais. São também proibidas manifestações de regozijo ou actos como esfregar as mãos de contentamento, após a ingestão de todos os derivados de fermentações acabadas nas casas dos nossos concidadãos, uma vez que fomenta a fuga ao imposto do estado e afasta-nos dos caminhos traçados para esta legislatura. Por fim, apelo a todos os leitores que não se deixem levar pela trituração de merda que certos indivíduos aqui do blog estão a promover, por razões que numa próxima reunião ainda definiremos.

Dr. Pescoço Rijo

(O Dr. Pescoço Rijo é membro do Alto Comissariado para os assuntos d' Àlhada, apelou à minha consciência cívica para publicar este artigo e deu-me 50 contos)

9.5.06

Ora amigos do blog felicito-os e aqui vai uma varejada.
Eu acho que o grupo nunca poderá ser pequeno ou em letras pequenas porque é grande o eco que faz nos corações daqueles que, ainda de forma singela, o viveram e leram, qual retrato bíblico da nossa humilde terra e cultura.

Sim, e agora já nos podemos fartar de saber que agora em Alhadas, assim como em outras fartas regiões do nosso país se poderão roer uns tramoços e no meio de meia dúzia de tintos consultar a net, porque esta vai estar acessível na boca do nosso primeiro. O D. Dinis do pinhal tecnológico a ser plantado em meados de...(?).
Para quem não sabe, este senhor é aquele que aparece na televisão a contar estórias do Asterix e a reenventar as poções do Druída para que todos possamos trabalhar até aos 90 anos.
Mal sabe este Portugaulês que o tinto contem antioxidantes que retardam o envelhecimento.E depois de meia dúzia deles, já ninguem consegue falar em choque tecnológico, ou coisa que o valha.
Embora aí à Luisa.

4.5.06

Um obrigado do fundo do coração aos senhores Joaquim Chup(às)cabras e Jacinto Paixão, assim como aos senhores anónimos que nos estão a dar uma ajuda sem precedentes.. é que não nos tinhamos lembrado do Gandarez e de outras influentes personagens cá da terra. Já lhes foi enviado um convite formal para fazer parte desta maravilhosa equipa. De facto estamos a precisar urgentemente de uma pessoa que carregue na tecla de espaços (para haver espaço entre estas letras e os leitores assim entenderem melhor), e outra para a tecla de voltar atrás (para quando nos enganamos a escrever alguma coisa). Portanto fiquem à escuta, porque se esses ilustres convidados rejeitarem o convite, quem sabe se não é a vossa oportunidade...